Como preparar seu cérebro para uma prova


Cientistas dizem que novidades e histórias são ótimas estratégias para melhorar o processo de aprendizagem, enquanto sono e atividade física são cruciais para reduzir o estresse e reter informação.Neste domingo (03/11) e no próximo, 4,3 milhões de brasileiros farão a prova do Exame Nacional do Ensino Médio 2024 (Enem) para tentar garantir uma vaga no ensino superior.

Preparar-se para as provas pode ser desafiador, e muitos adotam rotinas intensas de estudo, repassando conteúdos por horas a fio.

Mas e se o segredo de uma boa revisão não for apenas mais horas de estudo, mas sim entender como o cérebro aprende e lembra das coisas?

Cada um aprende de um jeito

O neurocientista Bogdan Draganski, do Hospital Universitário Insel em Berna, na Suíça, diz que não existem truques rápidos ou “atalhos fáceis” para o sucesso escolar.

Segundo ele, aprender é um processo individual, onde as “diferenças individuais de motivação, atenção e cognição” de cada um fazem com que não exista uma forma única de aprender.

Sendo assim, o que diz a ciência sobre como otimizar o aprendizado para os exames?

Como o cérebro aprende informações complexas

O cérebro armazena memórias como conexões entre os neurônios, particularmente nas regiões do hipocampo e da amígdala cerebral. A essas conexões dá-se o nome de sinapse.

Novas memórias são formadas quanto os neurônios criam novas sinapses com outros neurônios, gerando uma teia de conexões neuronais. Mas é preciso trabalhar na manutenção dessas memórias se quisermos acessá-las depois.

Só que a ciência ainda não sabe ao certo o que acontece no cérebro quando aprendemos informação que é mais complexa que uma única memória.

“Os mecanismos que regem a formação, consolidação e recuperação bem-sucedidas da memória episódica ainda são elusivos”, afirma Draganski.

Isso porque, segundo ele, o aprendizado é um processo “tremendamente complexo” no cérebro, que depende de estímulos sensoriais, emoções, níveis de estresse, centros de processamento cognitivo e, claro, redes de memória.

“E tudo isso varia de indivíduo para indivíduo de acordo com o sexo, gênero e fatores socioeconômicos e ambientais”, explica o neurocientista.

É por isso, frisa Draganski, que cabe a cada um encontrar seu próprio processo individual de aprendizagem – e, sim, ele pode ser diferente daquele que te foi inculcado na escola.

O poder das histórias

Aprender e reter novas informações depende de dois processos principais: a codificação, quando as novas informações são inicialmente aprendidas, e a consolidação, quando essas informações são fortalecidas nas áreas de memória do cérebro.

Estudos sugerem que praticar a “recuperação ativa” – o ato de testar a si mesmo sobre o que aprendeu – melhora a retenção da memória em comparação com o estudo passivo, que inclui hábitos como a releitura de anotações.

Neurocientistas também apontam que nosso cérebro é programado para buscar novidades. Isso significa que você provavelmente lembrará melhor de informações novas e interessantes, enquanto ambientes previsíveis, como algumas salas de aula, podem te fazer se sentir desmotivado.

A atenção é crucial nesse processo de fixação do aprendizado. Por isso, é importante encontrar várias formas diferentes de aprender a mesma coisa – pode ser com vídeos educacionais, leitura, podcasts, memes e até mesmo desenhando ou cantando sobre o que você aprendeu.

Outra boa estratégia é inventar histórias sobre o que se aprendeu. Estudos mostram que o cérebro retém 50% mais informação de textos narrativos do que descritivos.

O fator estresse

A ciência também mostra que o estresse tem um grande impacto nos processos de aprendizado e formação de memórias.

Um pouco de estresse pode de fato melhorar a formação de memórias. Mas estresse demais vai te impedir de acessá-las e atualizá-las posteriormente com novas informações – e isso pode ser fatal no dia da prova.

Quando o estresse toma conta de você, ele inibe a capacidade do cérebro de codificar informações, tornando o processo de aprendizagem mais penoso e menos eficaz. Em casos extremos ele pode levar à ansiedade, que torna tudo ainda mais desafiador.

Dicas testadas pela ciência para um aprendizado mais eficaz

Draganski tem um conselho para adolescentes que querem aprender melhor: “Viva uma vida saudável.” Por vida saudável, entenda-se: manter rotinas saudáveis de sono, alimentação e atividade física.

O sono, em particular, é crucial para o processo de aprendizagem e consolidação da memória. É durante o sono que o cérebro processa e organiza informações, fortalecendo as conexões neuronais que ajudarão a lembrar delas depois.

Já a falta de sono, além de aumentar os níveis de estresse, pode prejudicar a concentração e a memória.

Adolescentes precisam dormir entre oito e dez horas para manter o bom funcionamento cognitivo do cérebro, e Draganski aconselha os jovens a zelar por esse repouso, ainda que isso signifique “desafiar as autoridades escolares, caso a escola comece muito cedo”.

Atividade física e redução dos níveis de estresse

Outra dica de Draganski é praticar atividades físicas com frequência, já que isso traz benefícios profundos para o funcionamento do cérebro, especialmente entre adolescentes.

Exercícios físicos ajudam a administrar o estresse, reduzindo os níveis de cortisol e liberando endorfinas, que promovem a sensação de bem-estar. Mesmo uma caminhada curta ou uma ginástica leve podem ajudar a aumentar o foco, reduzir a ansiedade e tornar a revisão de conteúdos escolares mais eficiente.

Draganski, porém, ressalta que o sucesso escolar na juventude também depende em alguma medida do apoio que se tem dentro de casa.

Meditação ou técnicas de respiração profunda podem ajudar a manter o estresse sob controle – tanto para lidar com as provas quanto com a família.

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Fonte: Revista Isto é

Música pode revelar como cérebro se adapta ao envelhecimento, diz estudo


Pesquisadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, fizeram uma descoberta importante sobre como o envelhecimento afeta o cérebro. Ao contrário do que se pensa, o processo não significa necessariamente um declínio nas funções mentais. Em vez disso, o cérebro dos idosos encontra maneiras de se adaptar às mudanças que ocorrem com o tempo, ativando outras áreas para compensar aquelas que ficam menos eficientes. As descobertas foram publicadas em um artigo na revista científica Communications Biology, que investigou as respostas cerebrais de jovens e idosos enquanto ouviam música clássica.

No estudo, 76 pessoas foram divididas em dois grupos: 39 idosos (com mais de 60 anos) e 37 jovens (entre 18 e 25 anos). Todos ouviram trechos de uma peça musical de Johann Sebastian Bach e os pesquisadores analisaram a atividade cerebral de cada um usando exames de ressonância magnética e magnetoencefalografia (MEG). Enquanto os jovens reconheceram facilmente novas melodias, o cérebro dos idosos mostrou dificuldades. Porém, algo interessante aconteceu: os cérebros mais velhos ativaram com mais intensidade as áreas sensoriais, especialmente o córtex auditivo, que processa sons.

Isso significa que, quando os idosos ouviam uma música familiar, partes do cérebro responsáveis pela percepção auditiva trabalhavam mais para compensar a menor atividade nas áreas de memória. Ou seja, o cérebro “se esforça” mais para lembrar algo que já conhece, compensando a redução da função das áreas diretamente envolvidas na memória.

O que isso significa para o envelhecimento?
Esse achado é importante porque desafia a ideia de que o envelhecimento é sempre sinônimo de declínio mental. Em vez disso, o cérebro dos idosos aitem grande capacidade de adaptação. O aumento da atividade em áreas sensoriais mostra que o cérebro busca outras maneiras de continuar funcionando bem, mesmo quando algumas regiões não são tão ativas quanto antes.

Essa capacidade de adaptação do cérebro pode ser uma chave para entender melhor o envelhecimento saudável e também para diagnosticar doenças como a demência. Os cientistas esperam que, no futuro, seja possível usar esses conhecimentos para detectar mudanças no cérebro de forma precoce, o que ajudaria a prevenir ou tratar problemas de memória antes que eles se tornem graves.

Mas por que Bach?
A escolha da música de Bach para esse experimento não foi por acaso. As composições de Bach são bem estruturadas, com padrões claros que são fáceis de memorizar. Isso ajudou os pesquisadores a ver como o cérebro dos participantes reagia à repetição e à mudança nas sequências musicais. A música, por ser intuitiva e fácil de lembrar, foi uma ferramenta valiosa para entender como o cérebro processa informações ao longo do tempo.

Agora, os pesquisadores planejam expandir o estudo, incluindo pessoas com demência leve. Eles acreditam que essas descobertas podem ser aplicadas para identificar precocemente os sinais de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, e ajudar no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.

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Fonte: Revista Veja

Superidosos: ciência desvenda cérebro das pessoas de 80 anos com memória até 30 anos mais jovem


Quando se fala em envelhecimento, tendemos a presumir que a cognição piora à medida que envelhecemos. Nossos pensamentos podem ficar mais lentos ou confusos, ou podemos começar a esquecer coisas, como o nome do nosso professor de inglês do ensino médio ou o que pretendíamos comprar no supermercado. Mas esse não é o caso de todo mundo.

Há pouco mais de uma década, cientistas vêm estudando um subgrupo de pessoas que eles apelidaram de “superidosos”. São indivíduos de 80 anos ou mais, mas cuja capacidade de memória equivale à de uma pessoa 20 a 30 anos mais jovem.

A maioria das pesquisas sobre envelhecimento e memória se concentra no outro lado da equação – em pessoas que desenvolvem demência e, por isso, têm a perda cognitiva acelerada. — Mas se estamos constantemente falando apenas sobre o que está errado no envelhecimento, não capturamos todo o espectro do que está acontecendo na população adulta mais velha — diz Emily Rogalski, professora de Neurologia da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, que publicou um dos primeiros estudos sobre “superidosos” em 2012.

Agora, um novo artigo publicado em abril na revista científica Journal of Neuroscience ajuda a esclarecer o que há de tão especial no cérebro desse subgrupo. A principal conclusão, em combinação com um estudo complementar publicado no ano passado sobre os mesmos “superidosos”, é que seus cérebros têm menos atrofia (encolhimento) do que o normal.

A pesquisa foi realizada com 119 octogenários da Espanha: 64 “superidosos” e 55 idosos com capacidade de memória comum para a idade. Os participantes realizaram vários testes para avaliar a memória e as habilidades motoras e verbais. Além disso, foram submetidos a exames cerebrais e coleta de sangue e responderam a perguntas sobre seu estilo de vida e comportamento.

Os cientistas descobriram que os “superidosos” tinham volumes superiores em áreas do cérebro importantes para a memória, principalmente o hipocampo e o córtex entorrinal. Eles também tinham uma conectividade mais preservada entre as regiões da parte frontal do cérebro que estão envolvidas na cognição.

Tanto os “superidosos” quanto o grupo de controle apresentaram sinais mínimos de presença da doença de Alzheimer em seus cérebros, o que é importante para descartar uma influência do diagnóstico nas variações, explica Bryan Strange, professor de Neurociência Clínica da Universidade Politécnica de Madri, na Espanha, que liderou os estudos:

— Ao termos dois grupos com baixos níveis de marcadores de Alzheimer, mas com diferenças cognitivas e cerebrais marcantes, estamos realmente falando de uma resistência ao declínio relacionado à idade.

Essas descobertas são respaldadas pela pesquisa de Rogalski, realizada inicialmente quando ela estava na Universidade Northwestern, nos EUA, que mostrou que os cérebros dos “superidosos” se pareciam mais com os cérebros de pessoas de 50 ou de 60 anos do que com os de seus pares de 80 anos. Além disso, quando acompanhados por vários anos, os cérebros dos “superidosos” se atrofiaram em um ritmo mais lento.

Não há números precisos sobre quantos “superidosos” existem na população geral, mas a Rogalski acredita que eles sejam “relativamente raros”, observando que “muito menos de 10%” das pessoas que ela atende preenchem os critérios.

Mas, quando você conhece um “superidoso”, é fácil reconhecê-lo, diz Strange: — São pessoas realmente muito enérgicas, você consegue ver. Indivíduos idosos, mas motivados e com muita disposição.

Os especialistas não sabem como alguém se torna um “superidoso”, embora tenham notado algumas diferenças nos comportamentos de saúde e estilo de vida entre os dois grupos no estudo espanhol.

Mais especificamente, os “superidosos” tinham uma saúde mental e física ligeiramente melhor, incluindo em termos de pressão arterial e de metabolismo da glicose, e tiveram um desempenho superior num teste de mobilidade. Os “superidosos” não relataram fazer mais exercícios em sua idade atual, porém eram mais ativos durante a meia-idade.

Mas, de modo geral, Strange afirma que havia muitas semelhanças entre os “superidosos” e os idosos comuns. — Há muitas coisas que não são particularmente impressionantes sobre eles. Vemos algumas ausências surpreendentes, coisas que você esperaria que fossem associadas aos “superidosos”, mas que na verdade não estavam lá” — cita.

Por exemplo, não houve diferenças entre os grupos em termos de dieta, quantidade de sono que dormiam, histórico profissional ou uso de álcool e tabaco.

Os comportamentos de alguns dos “superidosos” de Chicago também foram uma surpresa. Alguns se exercitavam regularmente, mas outros nunca haviam se exercitado; alguns seguiam uma dieta mediterrânea, outros se alimentavam de jantares assistindo à TV; e alguns deles ainda fumavam cigarros. No entanto, algo consistente entre os “superidosos” era o fato de que eles tendiam a ter relacionamentos sociais sólidos, diz Rogalski.

— Em um mundo ideal, descobriríamos que todos os super-idosos comiam seis tomates todos os dias e que esse era o segredo — brinca Tessa Harrison, cientista assistente de projetos da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos EUA, que colaborou com Rogalski no primeiro estudo sobre “superidosos” de Chicago.

Em vez disso, continuou Harrison, os “superidosos” provavelmente têm “algum tipo de predisposição à sorte ou algum mecanismo de resistência no cérebro em nível molecular que ainda não compreendemos”, possivelmente relacionado a seus genes.

Embora não exista uma receita para se tornar um “superidoso”, os cientistas sabem que, em geral, comer de forma saudável, manter-se fisicamente ativo, dormir o suficiente e manter conexões sociais são hábitos importantes para o envelhecimento saudável do cérebro.

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Fonte: O globo

Estudo recente revela que cérebro ‘cochila’ enquanto estamos acordados

Todos concordam que reservar um momento depois do almoço para tirar um cochilo é um dos grandes prazeres da vida. Descansa o corpo, a cabeça e recupera as energias gastas para atravessar o restante do dia com muito mais disposição. O que poucos sabiam é que pequenas regiões do cérebro são capazes de fazer esse trabalho mesmo enquanto estamos acordados.

A recente revelação é fruto de um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Washington (WashU), em St. Louis, em parceria com membros da Universidade da Califórnia, Santa Cruz (UCSC), que se estendeu ao longo de quatro anos.

A grande constatação, resultado da observação de um grupo de nove ratos, é que essas áreas podem se desconectar por frações de segundos, fazendo com que o cérebro vivencie microcochilos ao longo do dia.

Para a pesquisa, que reuniu uma importante quantidade de dados, eletrodos instalados em dez regiões diferentes do cérebro dos animais registraram a voltagem das ondas cerebrais e rastrearam pequenos grupos de neurônios até o microssegundo.

Com isso, foi possível identificar que, em determinados momentos, algumas partes do cérebro entram em estado de cochilo enquanto outras continuam em vigília.

Na prática, os animais observados faziam breves pausas em sua movimentação enquanto alguma região do cérebro “cochilava” e, ainda que acordados, agiam como se estivessem desconectados de seu entorno.

Chamada de “intermitências”, a capacidade até então desconhecida dá conta de que o cérebro é capaz de transitar por ambos os estados, de sono e de alerta, ao mesmo tempo.

A descoberta permite que a comunidade científica invista em novas terapias para tratar doenças neurodegenerativas e do neurodesenvolvimento. Também apresenta diferentes caminhos no tratamento de distúrbios do sono.

Atenção ao sono
Ano passado, a revista Science publicou uma pesquisa conduzida pela University College London (UCL), no Reino Unido, e pela Universidade da República do Uruguai (UdelaR), que atestava que tirar uns minutinhos durante o dia para dormir pode ter impacto significativo na longevidade.

Autora do estudo, que constatou que a diferença no volume cerebral entre aqueles que dormem e os que se mantêm alertas durante todo o período diurno foi de até 6,5 anos, a pesquisadora sênior da UCL Victoria Garfield declarou em nota que cochilos curtos ao longo do dia podem ajudar a preservar a saúde do cérebro à medida que envelhecemos.

Um estudo anterior desenvolvido por cientistas chineses e publicado na American Heart Association Journals, no entanto, chama a atenção para que esses pequenos momentos de descanso podem mascarar noites maldormidas, aumentando em 12% as chances de desenvolver pressão alta e em 24% as possibilidades de sofrer derrames.

— A espécie humana dorme na fase escura das 24 horas e, a partir da segunda infância, tem um sono monofásico. Agora, se há condições na vida que impedem isso, como turno de trabalho e necessidades domésticas, a gente pode ter um sono bifásico como complementação da rotina — afirma a especialista em medicina do sono Andrea Bacelar.

Quando durmo e acordo espontaneamente no mesmo horário e me levanto satisfeita, restaurada física e mentalmente para viver um novo dia, é sinal de que descansei o suficiente”
— Andrea Bacelar, especialista em medicina do sono
Segundo ela, é no período de descanso profundo que concentramos a produção de hormônios, eliminamos substâncias e toxinas que acumulamos ao longo do dia, entre outros benefícios para a saúde como um todo. Por isso o perigo de noites maldormidas.

— Precisamos de um sono de qualidade para viver. A falta dele tem consequências negativas para a saúde — afirma Andrea.

Ainda que cada faixa etária tenha um período médio de sono indicado, a médica alerta para o fato de que a quantidade necessária varia de organismo para organismo.

— Quando durmo e acordo espontaneamente no mesmo horário e me levanto satisfeita, restaurada física e mentalmente para viver um novo dia, é sinal de que descansei o suficiente — exemplifica.

O melhor jeito de entender e regularizar esse ritmo é durante as férias, quando a falta de compromissos e estresses relacionados à rotina, que muitas vezes resultam em noites maldormidas, faz com que o corpo estabeleça o tempo de que ele precisa para se refazer.

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Fonte: O globo

Exercício físico continua agindo positivamente no cérebro até 15 dias depois


Uma nova pesquisa finlandesa mostrou que a prática de exercícios físicos pode melhorar a conectividade das sinapses do cérebro por até 15 dias. Os resultados reforçam a teoria de que a nossa atividade mental está intimamente ligada ao estilo de vida. Além de uma vida não sedentária, a qualidade do sono e até mesmo o humor podem estar relacionados a um bom funcionamento neurológico.

A conectividade do cérebro é uma medida científica que traduz a nossa capacidade de realizar sinapses, e é consequência direta da quantidade de neurônios no cérebro. Ela também está relacionada com a nossa capacidade de raciocínio, na medida em que reflete aspectos como o poder de atenção, a memória e a faculdade de encontrar relações entre diferentes tópicos.

Os pesquisadores finlandeses partiram de duas perguntas essenciais. Em primeiro lugar, eles queriam saber como os fatores comportamentais, fisiológicos e de estilo de vida influenciam os padrões de conectividade do cérebro do voluntário no dia seguinte. Depois, queriam saber se esses efeitos perduram e por quanto tempo.

Para responder a essas duas perguntas, uma série de desenhos experimentais foi adotada, envolvendo a coleta de dados de um voluntário por meio de celulares e gadgets pessoais, um smart ring (anel inteligente) e um monitor de pulso. Também foram feitos 30 exames de ressonância magnética funcional (fMRI) medindo atenção, memória, estado de repouso e os efeitos de estímulos naturalistas em cada pessoa. Também foi submetido a testes psicomotores.

A combinação de análises por fMRI e gadgets pessoais é uma das principais inovações do trabalho. Em estudos cerebrais tradicionais, as imagens instantâneas da atividade cerebral são limitadas e não podem capturar as mudanças diárias no cérebro. Quando combinadas com os dados de um equipamento de uso diário, entretanto, é possível estudar com mais detalhes a interação dinâmica entre cérebro e comportamento.

“Obtemos essa imagem incrível do que está acontecendo em ambientes controlados de laboratório versus o que está acontecendo fora do laboratório e como eles se relacionam”, afirma Ana Triana, principal autora do estudo e pesquisadora da Universidade Aalto. Os resultados foram publicados na revista científica Plos Biology.

Os resultados da pesquisa adicionam mais evidências ao fato que a conectividade do sistema nervoso, ou seja, a capacidade do nosso cérebro de fazer conexões entre suas diferentes áreas, está relacionada a fatores externos a nós.

A dinâmica do ambiente no qual estamos inseridos, o nosso estilo de vida, qualidade de sono ou o acometimento de doenças, todos são elementos capazes de influenciar nossa clareza de raciocínio.

Triana espera que nos próximos anos novos estudos sejam conduzidos utilizando a mesma metodologia. “O fato de podermos observar essas interações dinâmicas entre comportamento, fisiologia e cérebro cria tantas perguntas”, afirma.

Ela revela que o próximo passo será estudar as interações entre ambiente e cognição de pessoas com transtornos mentais. “Isso abre a possibilidade de entender melhor a dinâmica dos transtornos mentais e possivelmente começar a fornecer mais ferramentas para os médicos orientarem suas decisões sobre tratamento personalizado.”

Varley Costa, professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e pesquisador em psicologia do esporte, afirma que existem, essencialmente, dois mecanismos pelos quais a atividade física influencia o funcionamento do cérebro.

Um deles é por meio do favorecimento do fluxo sanguíneo, que passa a fornecer mais oxigênio de nutrientes aos nossos neurônios, melhorando o funcionamento cognitivo. Também existe um mecanismo chamado neurogênese, que diz respeito à capacidade de formar novos neurônios e células nervosas que afetam diretamente a conectividade cerebral.

Embora a pesquisa finlandesa tenha se concentrado nos efeitos em até 15 dias, as consequências benéficas dos exercícios podem ser ainda mais longevas. “Quando você faz atividade física, você está colhendo a curto prazo, mas você também está plantando a longo prazo”, afirma Costa.

Um trabalho americano publicado neste ano na revista Neurobiology of Aging apontou que a prática de exercícios durante a meia-idade pode trazer benefícios até mesmo na velhice. Com dados de 158 idosos de um estudo de coorte (a PREVENT-AD), os pesquisadores observaram uma maior conservação da massa cinzenta entre os participantes que tinham histórico de uma vida ativa.

Mas não são apenas os adultos que se beneficiam da prática de atividade física. Uma ampla revisão de estudos científicos, publicada na revista Children, mostra uma clara associação positiva entre exercícios e capacidade congnitiva para crianças e adolescentes de origem latino-americana (residentes nos Estados Unidos) com idades entre 5 e 18 anos. Outro aspecto que pode ser observado para os pequenos foi a performance escolar, melhor entre os não sedentários.

Com a metodologia desenvolvida pelo grupo de pesquisadores finlandeses, estudos como esses podem trazer, no futuro, resultados mais detalhados que nos ajudem a compreender melhor a intrincada relação entre o ambiente e o funcionamento do nosso cérebro. O que já se sabe é que a prática de atividade física é benéfica tanto para o corpo quanto para a mente.

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Fonte: O globo

Cérebro feminino tem mais neurônios na área da resolução de problemas, masculino na área visual; revela estudo inédito


Um estudo brasileiro, publicado recentemente na revista científica Cerebral Cortex analisou o impacto da diferença entre os sexos e a idade na distribuição de neurônios no córtex cerebral, região muito importante para o processamento de informações sensoriais, motoras, cognitivas e associativa.

A pesquisa, que contou com a participação do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Instituto Nacional de Neurociência Translacional e da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos, analisou 43 cérebros mulheres e homens falecidos, de diferentes idades. Os órgãos foram fornecidos pelo Biobanco para Estudos no Envelhecimento da USP.

Os autores selecionaram apenas aqueles de pacientes que nunca receberam qualquer diagnóstico de transtornos neurológicos ou psiquiátricos. A equipe também realizou análises para identificar possíveis doenças que não foram diagnosticadas em vida. Abuso de álcool ou de outras drogas foi outro ponto de corte para a pesquisa, resultando na seleção final de 32 cérebros de homens e 11 de mulheres, cujos doadores tinham de 25 a 87 anos quando faleceram.

Em seguida, os tecidos cerebrais foram avaliados por meio de um método chamado “fracionador isotrópico”, desenvolvido pelos neurocientistas brasileiros Suzana Herculano-Houzel e Roberto Lent. Essa técnica possibilita cortar o cérebro em diferentes frações e estimar com grande precisão a quantidade de células no tecido cerebral, que apresenta uma distribuição muito heterogênea de células.

De acordo com Lent, pesquisador do IDOR, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e Instituto Nacional de Neurociência Translacional, a análise das diferenças do cérebro de homens e mulheres já havia sido feito anteriormente, mas por meio de técnicas menos precisas. Essa foi a primeira vez que o método fracionador isotrópico foi utilizado para a comparação precisa do número e distribuição de células entre homens e de mulheres, o que resultou em um resultado mais preciso. Alterações cerebrais relacionadas à idade também foram analisadas no estudo.

— Nos interessamos por dois aspectos. Um, o efeito da idade. Será que o número de neurônios ou de células do cérebro diminui quando a gente vai ficando mais velho? Outro é a questão do sexo. Será que o número varia se a gente comparar homens com mulheres? Em quais regiões? E qual o significado disso? Isso tinha sido feito com técnicas menos confiáveis, de estimativas — explica Lent, que supervisionou os experimentos conduzidos pela pesquisadora pós-doutora Emily Castro-Fonseca, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e do IDOR.

Os resultados mostraram que o córtex cerebral, uma das regiões mais evoluídas do cérebro, possui, em média, 10,2 bilhões de neurônios. Destes, 34% estão no lobo frontal, região importante para o movimento voluntário, a linguagem expressiva e para o gerenciamento de funções executivas de nível superior, incluindo a capacidade de planejar, organizar, iniciar, automonitorar e controlar as próprias respostas para atingir um objetivo. Os 66% restantes estão uniformemente distribuídos entre os outros três lóbulos: parietal, temporal, occipital.

Em relação às diferenças entre os sexos, os pesquisadores descobriram que a massa cerebral dos homens era 15% maior que as das mulheres, mas o número de neurônios no córtex era semelhante nos dois sexos: aproximadamente 10 bilhões.

Eles também descobriram que os homens possuíam mais células neuronais no córtex occipital, área do cérebro responsável pelo processamento visual. As mulheres, por sua vez, tinham maior densidade neuronal no lobo frontal do cérebro, área responsável para a resolução de problemas, motivação, planejamento e atenção.

Estudos anteriores realizados pelo mesmo grupo identificaram 50% mais neurônios no bulbo olfatório nas mulheres, região do cérebro especializada no processamento de sinais moleculares que levam ao sentido do cheiro. Enquanto os homens têm 34% mais neurônios no lobo temporal medial.

Lent é categórico em dizer que o novo estudo não permite fazer qualquer associação nesse sentido porque o número de neurônios não se correlaciona necessariamente com a função. No entanto, ele pode servir como base para trabalhos posteriores.

— Esse é um trabalho normativo, que quantifica o número de células em diferentes regiões cerebrais humanas. Mas é muito difícil estabelecer um paralelo com as funções. Temos que ter cuidado ao interpretar essa diferença entre os sexos — pontua o pesquisador.

Evidências científicas sugerem que homens têm melhor desempenho em tarefas de percepção visual do formato, local, movimento ou velocidade das coisas no espaço físico e à interação com elas, enquanto as mulheres se destacam em tarefas linguísticas. Por outro lado, algumas doenças são mais frequentes em mulheres, como transtorno depressivo, transtornos alimentares e Alzheimer, enquanto outras, como transtorno do espectro autista, esquizofrenia e o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) são mais prevalentes em homens.

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Fonte: O globo

As imagens que revelam como o cérebro muda durante gravidez

Imagens do cérebro mostram evidências de aumento da massa branca durante a gravidez.

O chamado “cérebro de grávida” realmente existe, de acordo com um dos primeiros mapas detalhados das mudanças no cérebro humano antes, durante e depois dos nove meses de gestação.

Com base em 26 exames de imagem do cérebro de uma mulher saudável de 38 anos, cientistas descobriram “coisas notáveis”, incluindo mudanças em regiões ligadas à socialização e ao processamento emocional — algumas das quais ainda eram óbvias dois anos após o parto.

Agora, segundo eles, são necessários mais estudos em um número muito maior de mulheres para determinar o possível impacto dessas alterações cerebrais.

Estas descobertas podem melhorar a compreensão dos primeiros sinais de condições como depressão pós-parto e pré-eclâmpsia.

Elizabeth Chrastil sentada em um sofá com o filho bebê no colo.
As profundas mudanças físicas que acontecem no corpo durante a gravidez são bem conhecidas, mas se sabe muito menos sobre como e por que o cérebro muda.

Muitas gestantes afirmam ter “cérebro de grávida”, fenômeno conhecido em inglês como “baby brain“, para descrever sintomas como esquecimento, falta de atenção ou névoa mental.

Estudos anteriores se concentraram em exames do cérebro antes e logo após a gestação, em vez de durante todo o processo.

O cérebro estudado na pesquisa, publicada na revista acadêmica Nature Neuroscience, é o da cientista Elizabeth Chrastil, do Centro de Neurobiologia do Aprendizado e Memória da Universidade da Califórnia em Irvine.

Ela estava planejando uma gravidez por fertilização in vitro quando a pesquisa estava sendo discutida — e agora tem um filho de quatro anos.

É “bacana” estudar seu próprio cérebro em detalhes e compará-lo com o de mulheres que não estavam grávidas, diz Chrastil.

“Sem dúvida, é um pouco estranho ver seu próprio cérebro mudando assim — mas também sei que para começar esta linha de pesquisa era necessário uma neurocientista”, acrescenta.

Imagens do cérebro mostrando as regiões de massa cinzenta mais afetadas.

Crédito,Laura Pritschet

Legenda da foto,O estudo constatou uma mudança generalizada no volume de massa cinzenta a cada semana da gestação — as cores mais escuras mostram as regiões do cérebro mais afetadas

Em quase 80% das regiões do cérebro de Chrastil, o volume de massa cinzenta — tecido que controla o movimento, as emoções e a memória — diminuiu em cerca de 4%, apresentando apenas uma pequena recuperação após a gravidez.

Mas houve aumento na integridade da massa branca — uma medida da saúde e qualidade das conexões entre as regiões do cérebro — no primeiro e segundo trimestres da gestação, que voltaram aos níveis normais logo após o parto.

As mudanças são semelhantes às da puberdade, dizem os pesquisadores.

Estudos em roedores sugerem que as alterações podem tornar as futuras mães mais sensíveis a cheiros e propensas a cuidar e a aninhar.

“Mas os seres humanos são muito mais complicados”, afirma Chrastil.

Ela não vivenciou a sensação de “cérebro de grávida” durante a gestação, mas conta que ficou mais cansada e emotiva no terceiro trimestre.

O próximo passo é coletar imagens detalhadas do cérebro de 10 a 20 mulheres, e dados de uma amostra muito maior em momentos específicos, para capturar uma ampla variedade de experiências diferentes.

Desta forma, diz Chrastil, “podemos determinar se alguma destas mudanças pode ajudar a prever coisas como depressão pós-parto, ou entender como algo como pré-eclâmpsia pode afetar o cérebro”.

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Fonte: BBC

Cérebro é capaz de armazenar 10 vezes mais dados do que se pensava anteriormente, diz estudo

Um grupo de pesquisadores do Instituto Salk de Estudos Biológicos, em San Diego, na Califórnia, descobriu que o cérebro é capaz de reter aproximadamente 10 vezes mais informações do que se era compreendido anteriormente. A análise foi publicada no final de abril passado na revista Neural Computation, e indica que o novo método de estudo pode melhorar a compreensão humana a respeito do envelhecimento e das doenças que atingem o cérebro.

De forma similar a uma máquina, a memória humana é também é aferida em “bits”, que variam conforme o número de conexões entre neurônios, ou seja, as sinapses. Essas células cerebrais que formam a base da aprendizagem e da memória mediante comunicação entre pontos e partilha de informações.

Neurônios. — Foto: FreePik

Antigas pesquisas indicavam que as sinapses apareciam de forma limitada em termos de tamanho e intensidade, logo, seria um fator limítrofe à capacidade de armazenamento cerebral. No entanto, de acordo com uma publicação divulgada também pela Live Science, os cientistas desenvolveram um método mais preciso para avaliar a força das conexões entre os neurônios a partir de um cérebro de rato.

Com mais de 100 trilhões de conexões entre neurônios, o cérebro humano usa meios químicos para enviar informações pelas sinapses, o que aumenta na medida em que o indivíduo exercita a aprendizagem. De acordo com Live Science, o estilo de vida de uma pessoa pode influenciar a plasticidade sináptica, ou seja, o fortalecimento ou enfraquecimento das sinapses em resposta aos neurônios que as ajudam a trabalhar.

Comandado pelo cérebro, o órgão mais complexo do corpo humano, o sistema envia e recebe mensagens o tempo todo — Foto: Divulgação/SciePro

Uma questão que ainda pairava nas pesquisas era a dificuldade de aferir a plasticidade sináptica a cada mensagem enviada pelo cérebro. O novo estudo prova que isso agora é possível através da Teoria da Informação, que busca aplicar um esquema matemático para entender a transmissão de dados por um sistema. Por meio dela, os cientistas estimam serem capazes de entender quanto de informação é transmitida pelas sinapses e o que fica apenas como um tipo de “ruído de fundo” sem necessariamente ser absorvido pelo cérebro.

A equipe do Instituto Salk de Estudos Biológicos usou o cérebro de um roedor para análise de sinapses de uma região responsável por aprendizagem e formação de memória. Ao dar destaque para pares de células cerebrais de transmissão, os cientistas puderam perceber que, a partir de um mesmo estímulo, esses pares se fortaleceram ou enfraqueceram exatamente na mesma quantidade – o que sugere que o cérebro é altamente preciso ao ajustar a força de uma determinada sinapse.

Dessa maneira, foi constatado que as sinapses no hipocampo são capazes de armazenar entre 4,1 e 4,6 bits de informação. Em relatórios anteriores, pesquisas puderam chegar a uma conclusão semelhante com cérebros de ratos, porém, com menor precisão. Assim, o novo estudo demonstrou que as sinapses podem carregar muito mais do que só um “bit”, e os métodos empregados na pesquisa poderão ser aplicados para entender o armazenamento em diferentes áreas do cérebro e estudos específicos a respeito de saúde.

Como exercitar o cérebro pode ajudar no trabalho

Atividades que exigem mais rapidez no ambiente de trabalho, mais tempo no computador, muitas informações para serem assimiladas. Você costuma treinar o seu cérebro para a rotina de trabalho? De acordo com especialistas, o cérebro precisa ser desafiado para conseguir funcionar bem e, para isso, uma das alternativas é apostar em exercícios cerebrais.

Os exercícios cerebrais consistem em atividades que despertam a atividade cognitiva do cérebro, como memória e criatividade, como uma forma de desafiar o cérebro.

Lina Nakata, professora e pesquisadora da FIA Business School na área de carreira, explica que assim como precisamos de atividades físicas para que o nosso corpo fique fisicamente bem e saudável, a mesma lógica cabe para o cérebro. “Se não exercitarmos o cérebro, ficaremos defasados para as diversas demandas, que são cada vez mais complexas”, pontua a professora.

Como exercícios cerebrais podem colaborar para fortalecer o cérebro e ajudar no trabalho?De acordo com os especialistas, os exercícios ajudam à medida que “tonificam”, como um exercício físico, as áreas que podem ser utilizadas no dia a dia durante a rotina profissional.

Emerson Magno, neurologista, explica que, assim como o fortalecimento do músculo é feito com a alternância gradativa de cargas, mudança na frequência de atividades e tipo de exercícios para evitar acomodação da fibra muscular, assim também é com a nossa mente.

“Se fizermos isso de forma rotineira, constante, observamos o benefício para o músculo em relação ao aumento do próprio músculo, da força e da resistência. Para o cérebro é a mesma lógica: precisamos sempre exercitar para que o órgão não entre em estado de acomodação, ou seja, não trabalhe menos do que a capacidade natural”, ressalta.

 

Além disso, quando exercitamos o cérebro, aumentamos a quantidade de conexões entre os neurônios que já existem.

“Essas conexões são chamadas de sinapse. Quanto mais conectado e mais sinapse existir entre os neurônios, mais o cérebro consegue exercer sua capacidade plena, ou seja, consegue aumentar o seu potencial cognitivo, como concentração, atenção, memória, raciocínio lógico e também a criatividade”, explica.

Para quem quer começar a praticar os exercícios, não existe idade para iniciar o estímulo do cérebro a um melhor desempenho. “No entanto, as tecnologias e as redes sociais têm tornado nosso cérebro mais preguiçoso, à medida que isso traz mais conforto que exercício”, pondera Lina, o que faz com que os treinos tenham cada vez mais importância na rotina, sobretudo de trabalho.

São vários os exercícios que podem trazer benefícios à saúde cerebral, como:

  1. Sudoku – exercita o raciocínio lógico e a concentração.
  2. Jogos de Tabuleiro – estimulam a estratégia, o raciocínio lógico e a concentração.
  3. Aprendizagem de novas palavras – estimula o vocabulário e a memória.
  4. Leitura – estimula a concentração, a compreensão e a memória.
  5. Desenho livre – estimula a criatividade e a percepção visual.
  6. Exercícios de cálculo mental – estimula a agilidade mental e a capacidade de raciocínio lógico.
  7. Meditação – ajuda a controlar o estresse e a ansiedade, favorecendo a capacidade de concentração e memória.

 

Além disso, jogos como videogame são um tipo de entretenimento com “ótimo impacto para as carreiras”, pois desenvolve trabalho em equipe, aumento de capacidade de respostas, criatividade, além de estratégia e liderança, de acordo com Lina.

Em relação ao melhor momento para exercitar o cérebro, isso vai variar de pessoa para pessoa. Para os mais despertos pela manhã, esse é o momento mais propício para as atividades; para quem está mais ligado à noite, deve exercitar o cérebro nesse período. Além disso, é preciso constância nos exercícios, dizem os especialistas.

“Praticar esses exercícios deve ser algo contínuo. É como frequentar a academia, em que uma pessoa não muda de forma do dia para a noite; os exercícios para o cérebro, se feitos pela manhã, não vão impactar logo pela tarde, mas sim ao longo do tempo”, ressalta Lina.

 

Como escolher o exercício ideal para minha carreira?

 

Segundo os especialistas, não há exercícios melhores que outros, mas sim mais adequados a depender de cada profissão. “Dependendo da pessoa e da carreira, alguns exercícios podem ter um fit melhor. Por exemplo, se a função de uma carreira envolver mais raciocínio lógico, jogar sudoku pode fazer sentido. Se algo exigir concentração e foco, jogos de memória podem ajudar”, diz Lina.

Mas também é importante fazer algo diferente do que é feito durante o tempo de trabalho para gerar um outro estímulo cerebral, diz Magno. Por exemplo, quem lê com frequência durante o tempo de serviço deve aproveitar o momento de folga com atividades ligadas à música ou ao desenho.

Outras formas de potencializar o cérebro

 

Segundo Magno, além dos exercícios cerebrais, quatro pontos são essenciais para fortalecer o poder cognitivo do cérebro. “Não temos ainda disponível uma pílula da memória, que faça com que pessoas saudáveis tenham uma melhor cognição. As pessoas saudáveis devem se valer dessa mudança de rotina para ter uma melhor atividade cognitiva”, diz Magno.

Confira os pontos, segundo o neurologista:

  1. Atividade física – pessoas que praticam atividade física de forma rotineira vão ter, além de um corpo saudável, um cérebro e uma mente saudáveis. “Isso envolve desde a liberação de endorfinas e outros hormônios que dão a sensação de bem-estar, mas também com a melhora do fluxo sanguíneo cerebral”, diz Magno.
  2. Dormir de forma adequada – O sono funciona como uma faxina: é nele que as memórias são assimiladas ou descartadas, ou seja, o cérebro escolhe aquelas informações que são importantes e que vão se tornar uma memória definitiva e eliminam informações que não são essenciais e que acabam ocupando o espaço necessário do cérebro. “Quem não consegue ter uma rotina de sono, não vai ter uma boa memória a longo prazo, justamente porque a memória é fixada durante o sono”.
  3. Alimentação – Pessoas com dieta balanceada, rica em frutas, verduras, proteínas, vão ter um cérebro mais saudável já que diversas vitaminas, como a B12, vão fazer parte do funcionamento da cadeia neuronal, melhorando a capacidade do nosso cérebro.
  4. Utilização do cérebro – De acordo com o neurologista, pessoas que com uma atividade intelectual constante vão ter um funcionamento melhor do cérebro. Isso pode ser incluído na rotina com inclusão de novos hábitos estimulantes, desde uma leitura a aprender algo novo, um hobby, um novo idioma, por exemplo. E você já conhece a nossa plataforma de exercícios  cientificamente projetados para exercitar seu cérebro? CLIQUE AQUI!

Fonte: O globo

Assistir 5 horas de TV por dia faz mal à saúde do cérebro, diz estudo

Estudo aponta qual é o limite de horas que você pode ver TV por diaUm estudo feito por pesquisadores da Universidade Médica de Tianjin, na China, relacionou o hábito de passar muitas horas em frente à TV com prejuízos para a saúde cerebral.

O costume de ficar sentado muito tempo em frente à televisão também foi associado a um aumento de 12% no risco de sofrer um derrame e de 28% no de apresentar Parkinson.

Para aqueles que assistiam de três a cinco horas por dia, o risco de desenvolver demência foi 15% mais alto se comparado às pessoas que quase não assistiam. “As descobertas sugerem que muito tempo assistindo TV está associado a um risco maior de vários distúrbios relacionados ao cérebro”, apontaram os pesquisadores em comunicado à imprensa.

Os voluntários da pesquisa tinham idades entre 37 e 73 anos e estavam inscritos em um banco de dados do Reino Unido, o UK Biobank. Cerca de 40 mil tinham registros de tomografias cerebrais. Nenhum deles tinha qualquer distúrbio diagnosticado no início do período analisado.

Durante os 13 anos de acompanhamento, 5.227 pessoas desenvolveram demência, 6.822 tiveram derrames e 2.308 foram diagnosticadas com Parkinson.

Segundo os pesquisadores, as imagens cerebrais dos voluntários com mais de cinco horas diárias em frente à TV mostravam menos massa cinzenta no cérebro, bem como menor extensão de regiões associadas à memória. As duas características são frequentemente associadas a doenças neurológicas.

O estudo também analisou os hábitos relacionados ao tempo de uso do computador, mas, nesse caso, o declínio cerebral não foi encontrado. A justificativa, segundo os cientistas, seria porque usar o computador é um comportamento mentalmente desafiador.

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