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Veja o que acontece com seu cérebro quando você faz uma pausa nas redes sociais


Você acha que passa muito tempo navegando no seu celular? Você não está sozinho. O adulto norte-americano médio registra mais de duas horas por dia nas redes sociais, enquanto os adolescentes dobram esse tempo em plataformas como TikTok e Instagram.

Como os especialistas alertam sobre os recursos viciantes das redes sociais, mais pessoas estão procurando maneiras de se libertar – o que é comprovado por um aumento de 60% nas pesquisas do Google por “desintoxicação de mídia social” nos últimos meses.

Mas será que se afastar do seu feed realmente faz diferença? Os pesquisadores dizem que sim, e os benefícios para seu cérebro e bem-estar podem surpreendê-lo.

Efeitos das redes sociais no cérebro

Muitos de nós suspeitamos que passamos muito tempo rolando a tela dos nossos celulares – uma preocupação ressaltada pela Oxford University Press, que escolheu “brain rot” (“apodrecimento do cérebro”, em tradução livre) como a palavra do ano de 2024.

No entanto, encontrar a força de vontade para reduzir o tempo na Internet não é uma tarefa fácil, graças à forma como as redes sociais se ligam ao sistema de recompensa do nosso cérebro.

Anna Lembke, especialista em medicina do vício e autora do livro “Dopamine Nation: Finding Balance in the Age of Indulgence”, explica que as pessoas podem ficar viciadas em mídia digital da mesma forma que podem ficar viciadas em drogas.

Com base no que sabemos sobre como as drogas e o álcool afetam o cérebro, podemos inferir que um processo semelhante ocorre quando verificamos as redes sociais, sendo que cada curtida, comentário ou vídeo de gato fofo desencadeia uma onda de dopamina, a substância química do cérebro que faz o cérebro se sentir bem.

Entretanto, nosso cérebro foi projetado para manter um equilíbrio geral de dopamina – o que Lembke descreve como um mecanismo de gangorra. A rolagem interminável nas redes acaba perturbando esse equilíbrio, levando o cérebro a compensar produzindo menos dopamina ou diminuindo sua transmissão. Com o tempo, isso pode nos levar a um estado de “déficit de dopamina”, em que precisamos de mais tempo online para voltar a nos sentir “normais”.

Fazer uma “pausa” nesse ciclo de dopamina induzido pela mídia social pode permitir que o cérebro redefina as vias de recompensa, explica Lembke, permitindo que paremos o tipo de consumo excessivo compulsivo que leva ao “brain rot” (“podridão cerebral”, em português).

Não existe uma solução única quando se trata de desintoxicação das redes sociais, afirma Paige Coyne, coautora de um estudo sobre os impactos na saúde de uma desintoxicação da mídia social de duas semanas em 31 jovens adultos.

“O uso excessivo de redes sociais pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes”, diz ela, acrescentando que o essencial é estabelecer metas realistas para reduzir nosso consumo habitual das redes. “Algumas pessoas podem querer desistir totalmente, enquanto outras podem querer reduzir pela metade o tempo gasto nas redes sociais.”

Para ajudar a reconectar as vias de recompensa do cérebro, Lembke recomenda que você se abstenha pelo maior tempo possível – de preferência, pelo menos quatro semanas. Mas até mesmo pequenas pausas se mostraram eficazes para melhorar a saúde mental. Um estudo com 65 meninas de 10 a 19 anos descobriu que fazer uma pausa de três dias nas redes sociais melhorou a autoestima e a autocompaixão, resultando em menos vergonha do corpo.

Como lidar com a abstinência das redes sociais

Se você decidir parar de usar as redes sociais por algumas semanas ou limitar seu uso diário por algum tempo, provavelmente descobrirá que os primeiros dias são os mais difíceis de superar, comenta Sarah Woodruff, coautora do estudo de desintoxicação da mídia social com Coyne.

É normal sentir “sintomas de abstinência, como desejos ou ansiedade, diz Lembke, pois o cérebro se ajusta aos níveis mais baixos de dopamina. Mas suportar essas sensações desconfortáveis permite que as vias de recompensa do nosso cérebro sejam reiniciadas e interrompam o ciclo de desejo e consumo.

Eventualmente, os desejos cessarão e será mais fácil passar o dia sem os constantes acessos de dopamina. “Com o passar dos dias, as pessoas descobriram que a desintoxicação foi mais fácil do que esperavam”, diz Woodruff. “Assim que entraram em um ritmo, a maioria das pessoas gostou.”

Ao final da desintoxicação de duas semanas, em que o consumo de mídia social foi limitado a 30 minutos por dia, a maioria dos participantes relatou benefícios para a saúde mental, como maior satisfação com a vida, redução dos níveis de estresse e melhora do sono em comparação com o período anterior ao estudo.

Superar o obstáculo pode ser mais fácil se você unir forças com um ou mais amigos de desintoxicação. No estudo com meninas adolescentes, Tomi-Ann Roberts, professora de psicologia do Colorado College, nos Estados Unidos, pediu aos participantes que se comunicassem por meio de um grupo do WhatsApp durante cada dia do experimento para obter apoio. “Descobrimos que as meninas tinham sentimentos de desconexão e medo de ficar de fora”, diz Roberts, ”mas elas podiam compartilhar suas experiências com outras pessoas e se sentiam menos sozinhas.”

Além de reconectar as vias de recompensa do cérebro, fazer uma pausa temporária nas redes sociais pode nos tornar mais conscientes de nosso relacionamento com as plataformas de mídia social. “Podemos usar esse tempo para dar um passo atrás e ficar mais conscientes do que fazemos [nas redes sociais] e se isso nos beneficia”, explica Woodruff. “Coisas como: será que eu consigo fazer tudo o que preciso em um dia ou estou perdendo a interação cara a cara por causa das redes sociais?”

Como manter o equilíbrio com as redes sociais

Após um período de desintoxicação, é importante criar barreiras de proteção para evitar voltar ao consumo excessivo compulsivo, diz Lembke. “Recomendo a criação de barreiras físicas ou mentais entre nós e as redes sociais”, afirma ela. “Coisas como não deixar o telefone celular no quarto ou desativar as notificações.”

Substituir as batidas rápidas de dopamina por tipos de gratificação menos instantâneos também pode ajudar a manter as vias de recompensa do cérebro em equilíbrio. “Fontes saudáveis de dopamina geralmente vêm com trabalho inicial”, diz Lembke, citando coisas como tocar um instrumento ou cozinhar. ”Quando nos envolvemos em ações que exigem nossa atenção, nosso cérebro libera dopamina com algum atraso, mantendo o equilíbrio geral sob controle.”

Por fim, os especialistas recomendam programar períodos de desintoxicação das redes sociais ao longo do ano para manter um uso equilibrado dessas mídias. “Não podemos nos livrar completamente delas atualmente”, afirma Woodruff, ”mas fazer uma pausa de vez em quando pode nos ajudar a reiniciar e fazer um balanço de como estamos usando essas plataformas e como elas nos fazem sentir.”

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Novo estudo aponta que casos de demência aumentarão nos EUA nas próximas décadas

Segundo um novo estudo, o número de pessoas nos Estados Unidos que desenvolvem demência anualmente duplicará nos próximos 35 anos, atingindo cerca de um milhão por ano até 2060, e o número de novos casos anuais entre americanos negros triplicará.

A causa principal do aumento será o envelhecimento da população, já que muitos norte-americanos estão vivendo mais do que as gerações anteriores. Até 2060, alguns dos baby boomers (pessoas nascidas entre 1945 e 1964) mais jovens estarão na casa dos 90 anos, e muitos dos millenials, como é chamada a geração posterior, estarão na casa dos 70. A idade avançada é o maior fator de risco para a demência. O estudo descobriu que a maior parte do risco aumentado da condição ocorreu depois dos 75 anos, crescendo ainda mais à medida que as pessoas atingiram os 95 anos.

O estudo publicado na semana passada na revista “Nature Medicine” descobriu que os adultos com mais de 55 anos apresentavam um risco 42% maior de desenvolver demência ao longo da vida. Este número está bem acima das estimativas anteriores de risco no decorrer da vida. Os autores atribuem esse resultado a informações atualizadas sobre a saúde e a longevidade dos norte-americanos e ao fato de que sua população de estudo era mais diversa do que a de estudos anteriores, cuja maior participação foi de pessoas brancas.

Alguns especialistas afirmaram que a nova estimativa de risco ao longo da vida e o aumento projetado dos casos anuais talvez estejam excessivamente altos, mas concordam que os casos de demência tendem a aumentar nas próximas décadas. “Mesmo que a taxa de crescimento real seja significativamente menor do que a prevista no estudo, ainda vai ser grande o número de pessoas afetadas pela doença. Vamos ver também um aumento no fardo familiar e social que a demência provoca, devido apenas ao crescimento do número de idosos, tanto nos Estados Unidos quanto em outros países”, diz Kenneth Langa, professor de medicina da Universidade do Michigan, que pesquisou o risco de demência e não esteve envolvido no novo estudo.

demência já tem um impacto enorme nas famílias dos EUA e no sistema de saúde do país. Atualmente, mais de 6 milhões de norte-americanos têm demência. Isso abrange quase 10% das pessoas com 65 anos ou mais, segundo a pesquisa. Especialistas dizem que, a cada ano nos Estados Unidos, a demência causa mais de cem mil mortes e é responsável por um gasto de mais de US$ 600 bilhões em cuidados e outros custos associados.

Se as novas projeções forem confirmadas, cerca de 12 milhões de norte-americanos terão demência em 2060, afirma Josef Coresh, diretor do Instituto Grossman de Envelhecimento Ideal da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York e um dos líderes do estudo que envolveu cerca de cem pesquisadores em dez universidades.

Os autores e outros especialistas observaram que o estudo reforça a urgência de tentar prevenir ou retardar o início da demência. Suas principais recomendações são: melhorar a saúde cardiovascular com medicamentos e mudanças no estilo de vida; aumentar os esforços para prevenir e tratar derrames, que podem levar à demência; e encorajar o uso de aparelhos auditivos, que ajudam a prevenir a demência, já que permitem que as pessoas estejam mais engajadas no âmbito social e no cognitivo.

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Veja quanto tempo você deve ler antes de dormir para desconectar o cérebro e descansar profundamente


Ler é uma atividade com múltiplos benefícios, pois pode reduzir o estresse, melhorar o vocabulário, a memória, a concentração e até prevenir o declínio cognitivo. Além disso, a leitura pode ajudar a dormir muito melhor. De acordo com um artigo da Healthline, revisado clinicamente pela enfermeira Debra Sullivan, ler pode promover um estado mental mais relaxado e tranquilo.

Um estudo publicado no periódico científico Trials pediu a 496 participantes que lessem um livro na cama antes de dormir e a outros 496 que não o fizessem. Após uma semana, 42% dos leitores sentiram que seu sono havia melhorado. Por outro lado, apenas 28% dos não leitores relataram dormir melhor.

Da mesma forma, segundo uma pesquisa realizada em fevereiro de 2023 pelo The Sleep Doctor, 41,3% dos adultos nos Estados Unidos incluem a leitura em sua rotina noturna, dedicando em média 36 minutos à leitura em mais de quatro noites por semana.

Embora a quantidade total de sono não varie entre aqueles que leem antes de dormir e os que não leem, os leitores têm 15,1% mais chances de qualificar seu sono como “excelente”. Além disso, 9,9% dos que leem todas as noites antes de dormir dormem 28 minutos há mais por semana do que a média.

No entanto, é importante escolher um livro relaxante, pois, se for muito interessante, emocionante ou estressante, pode causar o efeito contrário.

“Com a ficção, você não é introspectivo nem utiliza muita capacidade intelectual, podendo ser mais relaxante. Com a não ficção, a experiência pode se tornar mais reflexiva e alerta”, explicou o médico do sono Michael J. Breus ao The Sleep Doctor.

Os pesquisadores concluíram que ler um livro na cama antes de dormir “melhorou a qualidade do sono, em comparação com não ler um livro na cama”.

Quanto tempo se deve ler antes de dormir para desconectar o cérebro e descansar profundamente?

Segundo especialistas, o ideal é dedicar entre 20 e 30 minutos à leitura antes de dormir, pois isso ajuda a relaxar a mente sem impactar significativamente o tempo de descanso.

No entanto, esse intervalo pode ser ajustado segundo as necessidades pessoais. Se perceber que o sono chega antes ou que precisa de mais tempo para se desconectar, ajuste o hábito de forma que seja mais confortável.

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Neurocientista aponta qual é o melhor suplemento para saúde do cérebro


Descansar, ter uma boa noite de sono, praticar atividade física e exercitar o cérebro são algumas das estratégias que favorecem a saúde do órgão considerado o mais importante do corpo. Na meta de mantê-lo jovem e funcionando bem, cabe recorrer aos benefícios de um suplemento: o ômega 3.

Para saber as propriedades desse suplemento e como é a ação do ômega 3 no cérebro, a coluna Claudia Meireles acionou o doutorando em naturopatia e neurocientista Julio Cesar Luchmann. Segundo o professor de neurociência da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), o composto desponta como o melhor para a saúde cerebral.

Mão segurando um punhado de ômega-3

Luchmann explica que existem três formas do ômega 3

  • Alfalinolênico (ALA): um ácido graxo encontrado em vegetais, como a linhaça, nozes e azeite de oliva.
  • Eicosapentaenoico (EPA): tem função anti-inflamatória, e participa da formação de uma série de hormônios. É o caso dos esteroidais, como a testosterona.
  • Docosahexaenoico (DHA): fundamental para proteção e funcionamento neuronal, sistema de visão e cardíaco.

Para elencar qual é o melhor dessas três opções, o neurocientista se baseou em um artigo do renomado Canadian Network for Mood and Anxiety Treatments (Canmat). “O ômega 3 dos tipos EPA e DHA tem evidência máxima como suplemento para o cérebro”, cita.

“O ômega 3, principalmente o tipo DHA, tem ação anti-inflamatória; participa da construção das estruturas que formam o cérebro (60% do peso total do cérebro é gordura, os outros 40% são água, proteínas, carboidratos e sais minerais); e melhora a comunicação entre as células do sistema nervoso”, ressalta o especialista .

Foto de homem com jaleco e um estetoscópio no pescoço. Ele segura um comprimido e uma maquete de um cérebro - Metrópoles

O professor de neurociência salienta que o cérebro tem “várias camadas e sistemas de proteção antes que um ativo possa chegar a ele”. Julio Cesar Luchmann exemplifica:

“A barreira hematoencefálica, que filtra tudo, inclusive o sangue, dificulta significativamente a entrada de elementos nocivos às células neurais, mas também de nutrientes. Por isso, a suplementação precisa ser muito específica. No caso das gorduras, apenas o ômega 3 dos tipos EPA e DHA consegue passar por essa barreira, assim, torna-se um nutriente extremamente importante e essencial”, frisa.

O doutorando em naturopatia argumenta que o ômega 3 do tipo DHA tem impacto direto na “memória, aprendizado e raciocínio”. “De sobra, auxilia na prevenção de doenças como Alzheimer, Parkinson e demências”, lista.

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O hábito simples que ajuda a prevenir a perda de memória

Dores de cabeça repentinas, perda momentânea de memória, falta de atenção ou retenção de informações são apenas alguns dos problemas mais comuns da vida diária, que funcionam como um véu escuro que parece obscurecer o funcionamento do cérebro. Esses sintomas, que a princípio podem parecer desconexos, formam uma rede cada vez maior de desconfortos que podem ser corrigidos ou amenizados – na maioria dos casos – com um simples hábito.

As evidências revelam uma ligação inesperada entre estas manifestações e um elemento que, embora vital para a existência, é muitas vezes esquecido: a hidratação. E o corpo humano, na sua busca pelo equilíbrio, não deixa nenhum detalhe passar despercebido. Precisamente, a relação entre falta de hidratação e saúde cerebral torna-se palpável nos sintomas já mencionados.

Poderíamos pensar que, pelo quanto falamos sobre a importância de nos mantermos hidratados e bebermos certa quantidade de água por dia, esses problemas seriam evitados. No entanto, poucas pessoas cumprem as recomendações.
Há algum tempo, pesquisadores da Harvard Medical School destacaram que a quantidade recomendada de água para consumir por dia varia entre quatro e seis copos, em vez de oito, como muitos acreditam. No entanto, a dosagem precisa é impossível de saber, pois, segundo os estudiosos, não pode ser feita uma recomendação que funcione para todos. A indicação vai depender da alimentação, do clima e do nível de atividade física que o indivíduo pratica.
Além disso, a Fundação Aquae – organização comprometida com o direito universal de acesso à água – revela que a diminuição de apenas 2 por cento de água no corpo pode causar perda momentânea de memória, dificuldade de matemática básica e problemas focados em uma tela de computador ou página impressa.
“O mecanismo da sede é tão fraco que 37% dos seres humanos costumam confundi-lo com fome. Porém, a desidratação é um problema sério”, afirma a instituição.

Efeitos no cérebro da desidratação

O cérebro depende muito de um equilíbrio adequado de fluidos para funcionar adequadamente.

— Quando o corpo está desidratado, o fornecimento de sangue ao cérebro diminui, o que pode afetar negativamente o desempenho cognitivo e a função cerebral em geral. A desidratação pode causar dificuldades de concentração, memória, processamento de informações e tomada de decisões — explica Matías Baldoncini, neurocirurgião da Universidade de Buenos Aires.

Além disso, alerta que o efeito prejudicial no cérebro não se limita a faixas etárias específicas, mas pode afetar pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos. Porém, destaca que a sensibilidade à desidratação pode variar dependendo da idade e do estado geral de saúde de cada indivíduo.

— As sinapses, as conexões entre os neurônios, as células que os sustentam e cuidam, juntamente com todo o tecido nervoso, requerem água para funcionar adequadamente. Quando essa quantidade de líquido diminui, há diminuição do desempenho cognitivo, dificuldade de concentração, de tomada de decisões, e isso impacta na memória de longo prazo. Provoca irritabilidade, ansiedade, alterações de temperamento e cansaço mental, fazendo com que você se sinta mais cansado e menos alerta — afirma Alejandro Andersson, neurologista e diretor do Instituto de Neurologia de Buenos Aires.

Andersson explica que, diante da diminuição da água no corpo, o cérebro: retrai, puxa certas estruturas anatômicas, modifica o diâmetro dos vasos sanguíneos, puxa as meninges e reduz a função motora.

— Esta última acontece porque o cérebro desempenha um papel muito importante em toda a coordenação motora e no equilíbrio e na coordenação visual motora. Portanto, se você estiver desidratado, há maior probabilidade de sofrer um acidente — acrescenta.
A desidratação também causa redução de energia e confusão mental. Esta é a conclusão de um estudo publicado na revista Nutrients, que também indica que a hidratação frequente melhora a saúde do cérebro e previne a sonolência e a perda de memória.

Isso coincide com o que foi publicado em uma pesquisa realizada pelo The American College of Sports Medicine em que foi analisada a resposta dos participantes da amostra a intervalos de exercício físico em que estavam hidratados e em que não estavam. Graças à implantação de um scanner capaz de fazer uma imagem das alterações que aconteciam em seus órgãos, eles notaram que os ventrículos (duas câmaras inferiores do coração, uma do lado direito e outra do lado esquerdo) se expandiam se a água perdida não fosse reposta.

Uma manifestação contrária ao que acontece quando as pessoas se hidratam. Eles também descobriram que, no grupo desidratado, as áreas cerebrais que se iluminavam quando eram solicitadas a realizar uma tarefa mental apresentavam maior atividade; Porém, os resultados dos exercícios mentais foram piores. O que infere que o cérebro se esforçou mais na tarefa, mas não obteve resultados efetivos.

Quanto à reversibilidade do comprometimento cognitivo causado pela desidratação , em muitos casos os profissionais concordam que isso pode ser reversível quando a pessoa estiver adequadamente hidratada.

— Quando os níveis de fluidos no corpo são repostos, o fluxo sanguíneo para o cérebro é restaurado, o que pode melhorar rapidamente a função cognitiva — diz Baldocini.
No entanto, ele alerta que em casos extremos de desidratação prolongada ou grave, são possíveis danos cerebrais irreversíveis.

Como se prevenir da desidratação

Para prevenir ou evitar seus efeitos na função cerebral, os especialistas recomendam levar em consideração estas orientações:
  1. 1.Beba bastante água. Mantenha o consumo regular de água ao longo do dia, mesmo que não sinta sede.
  2. 2.Fique atento aos sinais de desidratação. Preste atenção a sinais como boca seca, urina escura e tontura, pois podem indicar desidratação.
  3. 3.Aumente a ingestão de água em situações específicas: durante o exercício, em clima quente ou quando estiver doente.
  4. 4.Inclua alimentos hidratantes na dieta. Comer alimentos ricos em água, como frutas e vegetais, também pode ajudá-lo a se manter hidratado.

Quem deveria ter mais cuidado?

— Principalmente aqueles atletas que praticam atividades físicas muito intensas e principalmente em climas quentes onde suam muito. Nestes casos existe o risco de desidratação e devem ingerir a quantidade de água e sais que o seu corpo necessita para poder continuar a funcionar. Assim como pacientes renais, diabéticos e pessoas que tomam diuréticos precisam ter cuidados redobrados — enumera Andersson.

Por fim, ele alerta que em locais com muitos idosos devem estar disponíveis os recursos necessários para manter as pessoas hidratadas – especialmente nas épocas quentes – visto que se trata de um grupo social que pode ter fortes consequências na saúde devido à falta de líquidos.

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Os três alimentos que você não deve consumir para cuidar da memória; estudo da Harvard tem a resposta

Hoje em dia há muitas pessoas que priorizam uma alimentação saudável e equilibrada, por isso analisam cuidadosamente os nutrientes e vitaminas que cada produto contém para decidir se vale ou não a pena adicioná-lo à dieta alimentar.

Da mesma forma, é necessário verificar os efeitos negativos que determinados alimentos provocam no organismo. Com isso, fica muito mais fácil construir um plano alimentar que não só tenha um alto aporte nutricional, mas também cuide do corpo.

Nesse sentido, a Universidade de Harvard selecionou quatro alimentos principais que devem ser evitados ou consumidos muito ocasionalmente, pois não contribuiriam para o bem-estar do cérebro e de funções cognitivas como a memória.

A primeira restrição são os produtos ultraprocessados, que contêm muitas calorias e poucos nutrientes essenciais. Esses componentes podem contribuir para o ganho de peso ou dependência alimentar e estão ligados a algumas condições, como diabetes tipo 2, doenças cardíacas, problemas de digestão e sistema imunológico.

Geralmente este tipo de alimento passa por processos químicos muito intensos que eliminam completamente os antioxidantes e estão repletos de compostos tóxicos que eliminam outros componentes mais naturais, como a vitamina E.

Como segunda restrição estão os açúcares excessivamente adicionados ou refinados, devido aos grandes picos de glicose que provocam no organismo. Isso pode sobrecarregar o fígado, levar ao acúmulo de gordura e o consumo excessivo pode causar doenças crônicas, como problemas cardiovasculares.

A última recomendação que Harvard faz é com adoçantes artificiais, pois podem modificar a flora intestinal do corpo e trazer falsos estimulantes ao cérebro, o que aumenta o desejo por alimentos açucarados e o consumo excessivo destes está intimamente relacionado a diversos problemas de saúde.

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Como ficar mais inteligente com 9 hábitos simples

O potencial para aumentar a inteligência persiste ao longo da vida, graças à capacidade do cérebro de se adaptar e mudar, conhecida como plasticidade cerebral. Embora, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, a maturação do cérebro possa se estabilizar no início da idade adulta, por volta dos 25 a 30 anos, nossa mente ainda mantém a flexibilidade de ser moldada por nossos hábitos e estilo de vida.

Como explicam especialistas como o neurocientista Michael Merzenich (um dos criadores do BrainHQ) e o psiquiatra Norman Doidge, a plasticidade cerebral é a capacidade do cérebro de reorganizar, recuperar e formar novas conexões neurais. Embora seja mais pronunciado na infância e adolescência, persiste ao longo da vida. Esse fenômeno permite que o cérebro se adapte a novas situações, aprenda novos conhecimentos e se recupere de lesões.

Com mais de 100 bilhões de neurônios nascendo, fortalecendo e morrendo continuamente, o cérebro pode gerar novas conexões neurais por meio de hábitos apropriados e exercícios mentais. Essa capacidade de remodelação cerebral nos permite manter e melhorar nossa inteligência ao longo de nossas vidas adultas.

De acordo com uma pesquisa realizada na Universidade de Harvard, detalhada pelos professores Peter C. Brown, Henry L. Roediger III e Mark A. McDaniel em seu trabalho ‘A ciência da aprendizagem bem-sucedida’, são identificados uma série de hábitos que podem ser adotados para aumentar a inteligência:

Nove dicas de Harvard que nos ajudam a ficar mais inteligentes
  1. Aprenda coisas novas

    Ao adquirir novos conhecimentos, criamos conexões neurais que fortalecem nossa inteligência. Seja aprendendo uma receita culinária, montando um móvel ou dominando um idioma, o fundamental é estimular a mente para a exploração de novos conhecimentos.

  2. Repita em voz alta

    Para memorizar informações de forma eficaz, é aconselhável repeti-las em voz alta várias vezes. Essa abordagem ativa sua mente e facilita o processo de lembrança.Como Usar a Leitura Para Melhorar a Fala | Y'all Idiomas

  3. Faça coisas com a mão menos usada

    Sim, pode ser desafiador, mas essas atividades podem ser benéficas para fortalecer suas conexões neurais. Tente escovar os dentes com a mão não dominante ou pentear o cabelo de maneira diferente do habitual.
    14 Dicas De Como Escrever Melhor em 30 Dias (Ou Menos)

  4. Eleve seu nível de atividade cerebral

    Para aumentar a atividade cerebral, é importante manter ativos os sentidos, como olfato, visão, tato e paladar, estimulando assim as áreas do cérebro associadas a essas percepções.1. (semana 1) – OS NOSSOS 5 SENTIDOS

  5. Construa explicações e entendimentos

    Quando você se encontrar em dúvida ou surpreso com algo, procure maneiras de explicar para si mesmo. Você pode recorrer a livros, filmes ou pesquisas para ajudá-lo a entender o mundo ao seu redor.
    Assistindo filme de TV na televisão - Stockphoto #29423754 | Banco de Imagens Panthermedia

  6. Cultive o pensamento crítico e a reflexão

    O pensamento crítico é essencial para aumentar a inteligência. Não consiste em aceitar cegamente o que se vê ou ouve, mas em cultivar os próprios critérios. Reservar um tempo para refletir antes de agir e manter-se informado são etapas essenciais para desenvolver essa habilidade.
    Como aprender a pensar em inglês? - Wizard Idiomas

  7. Seja intelectualmente cuidadoso

    Devemos observar cuidadosamente nossas leituras e escolhas visuais. Em um mundo saturado de informações, é crucial ser seletivo, pois tudo o que você consome deixa uma marca em sua mente.

  8. Seja metacognitivo

    Ser metacognitivo implica ter consciência e controle sobre o próprio pensamento e processo de aprendizagem. Ou seja, refletir sobre como se aprende, monitorar o progresso, identificar estratégias eficazes e ajustá-las conforme necessário para melhorar o desempenho cognitivo e a resolução de problemas.
    Habilidades metacognitivas: herramientas fundamentales en el aprendizaje universitario | Hoy en el TEC

  9. Seja criativo e aventureiro

    Devemos aproveitar todas as oportunidades para embarcar em uma nova aventura. Estimular a percepção, os pensamentos e a criatividade é essencial para manter uma mente ativa e vibrante.
    5 dicas para ser mais criativo - SUPERA - Ginástica para o Cérebro

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Por que o envelhecimento do cérebro varia de pessoa para pessoa?

Pesquisadores estão descobrindo insights mais profundos sobre como o cérebro humano envelhece e quais fatores podem estar ligados a um envelhecimento cognitivo mais saudável, incluindo exercícios físicos, evitar o tabaco, falar uma segunda língua ou até mesmo tocar um instrumento musical.

Alguns aspectos das habilidades cognitivas na idade avançada podem estar relacionados aos resultados dos testes por volta dos 11 anos de idade, de acordo com um artigo de revisão publicado nesta quinta-feira (7) na revista Genomic Psychiatry da Genomic Press New York.

O artigo, baseado em dados dos estudos do Lothian Birth Cohorts na Escócia, sugere que cerca de metade das variabilidades na cognição das pessoas em idades mais avançadas — por que algumas pessoas podem ter declínio cognitivo maior do que outras? — podem já estar presentes em suas infâncias.

No entanto, alguns fatores de estilo de vida adulto ainda parecem estar ligados a um melhor desempenho cognitivo e a um envelhecimento mais lento do cérebro.

“Descobrimos que coisas como manter-se fisicamente e mentalmente ativo e engajado, ter poucos fatores de risco ‘vasculares’ (como pressão alta, colesterol, tabagismo, IMC), falar uma segunda língua, tocar instrumentos musicais e ter um cérebro mais jovem e muitos outros mostram associações detectáveis, mas pequenas”, disse Simon Cox, autor do novo artigo e diretor dos estudos do Lothian Birth Cohort da Universidade de Edimburgo.

“Chegamos à ideia de que ‘Marginal Gains, Not Magic Bullet’ [do inglês, ganhos marginais, sem bala de prata] é uma boa maneira de pensar em uma receita para um melhor envelhecimento cognitivo: em vez de descobrir que uma única coisa tem um risco enorme, vemos muitos e muitos (muitas vezes parcialmente sobrepostos) fatores que provavelmente contribuem um pouco para seu risco de envelhecimento cognitivo”, disse Cox.

Ele acrescentou que esses aspectos de estilo de vida — quando considerados todos juntos — podem somar cerca de 20% das diferenças observadas nos declínios cognitivos entre as idades de 70 a 82 anos.

Os estudos do Lothian Birth Cohorts envolvem dados de dois estudos de idosos: um grupo de adultos escoceses nascidos em 1921 e outro grupo nascido em 1936. Todos fizeram um teste cognitivo validado aos 11 anos e foram então testados em seus 70, 80 e 90 anos para funções cognitivas e condicionamento físico, entre outros fatores.

“Foi uma visão geral narrativa realmente prática sobre os ‘pormenores’ do porquê esse tipo de pesquisa é tão difícil e várias melhores práticas para reter o máximo de valor possível quando você inicia um estudo de longo prazo como este”, disse Isaacson, diretor de pesquisa do Instituto de Doenças Neurodegenerativas da Flórida, que não participou do artigo.

Existe um corpo robusto de pesquisa sobre diferenças-chave no estilo de vida que podem contribuir para diferenças em um cérebro envelhecido. Por exemplo, o sono ruim é um fator de risco chave para o declínio cognitivo, e problemas de saúde mental, como a depressão, são fatores de risco conhecidos para o desenvolvimento da demência.

Fazer exercícios regulares, como caminhar ou andar de bicicleta apenas três vezes por semana, pode melhorar as habilidades de pensamento, de acordo com um estudo de 2018. Adicionar uma dieta saudável ao coração à sua rotina também pode ajudar a retardar o envelhecimento cerebral e reduzir o risco de demência. E um estudo de 2020 sugere que a meditação diária pode retardar o envelhecimento cerebral.

Os especialistas desenvolveram uma ferramenta chamada Brain Care Score e um estudo publicado no ano passado mostrou que ela pode ajudar a avaliar o risco de uma pessoa desenvolver demência ou ter um derrame à medida que envelhece.

A pontuação de 21 pontos refere-se ao desempenho de uma pessoa em 12 fatores relacionados à saúde, relacionados a componentes físicos, de estilo de vida e socioemocionais da saúde, segundo o estudo, publicado na revista Frontiers in Neurology. Os pesquisadores descobriram que os participantes com uma pontuação mais alta tinham um risco menor de demência ou derrame mais tarde na vida.

Esses 12 fatores são:

  1. pressão arterial;
  2. açúcar no sangue;
  3. colesterol;
  4. índice de massa corporal;
  5. nutrição;
  6. consumo de álcool;
  7. tabagismo;
  8. atividades aeróbicas;
  9. sono;
  10. estresse;
  11. relacionamentos sociais;
  12. encontrar significado ou propósito na vida.

Para qualquer pessoa que deseja melhorar a saúde de seu cérebro envelhecido, “ver seu médico pelo menos uma vez por ano ou duas vezes por ano” para conversar sobre sua saúde física geral, saúde vascular e doenças crônicas é importante, disse Isaacson.

“Essas coisas podem não causar exatamente Alzheimer, mas podem acelerar o envelhecimento cognitivo e acelerar o declínio cognitivo. Então, consulte seu médico de família e verifique sua pressão arterial — todos precisam conhecer seus números. Qual é a sua pressão arterial? Qual é o seu açúcar no sangue em jejum? Quais são seus números de colesterol?”, disse ele.

“Outra coisa importante é acompanhar a saúde dos ossos. Acho que muitas pessoas não sabem que a saúde óssea, a força muscular e a força de preensão são coisas absolutamente imprescindíveis e predizem os resultados da saúde cerebral ao longo do tempo.”

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Você sabia que há três idades com pico de envelhecimento no cérebro? Descubra quais são

De acordo com um estudo publicado na revista Nature Aging, biomarcadores presentes no sangue podem monitorar o envelhecimento cerebral e revelar novas possibilidades de tratamento para doenças relacionadas à idade, como a demência.

Pesquisadores identificaram 13 proteínas no sangue que podem prever a velocidade com que o cérebro de uma pessoa envelhece em comparação ao resto do corpo. O estudo utilizou um modelo de aprendizado de máquina para estimar a “idade cerebral” a partir de exames de imagem realizados em mais de 10 mil indivíduos. Entre os dados analisados, oito proteínas foram associadas ao envelhecimento cerebral acelerado, enquanto cinco estavam relacionadas a um envelhecimento mais lento.

Outro achado importante foi a identificação de mudanças nos níveis de proteínas do sangue em três idades específicas: 57, 70 e 78 anos. Cada fase corresponde a um período distinto de envelhecimento cerebral. Aos 57 anos, as alterações envolviam proteínas relacionadas ao metabolismo, cicatrização e saúde mental.

Aos 70 anos, as mudanças estavam associadas à função das células cerebrais, com forte ligação a condições relacionadas à idade, como demência e AVC. Já aos 78 anos, os pesquisadores observaram mudanças em proteínas associadas à imunidade e inflamação. “Esses picos têm diferentes implicações e podem ser utilizados para diagnóstico precoce e intervenções em distúrbios cerebrais”, destaca Wei-Shi Liu, neurologista da Universidade de Fudan, na China, e coautor do estudo.

Liu explica: “Estudos anteriores focaram principalmente na associação entre proteínas e a idade cronológica, ou seja, a idade real do indivíduo. No entanto, examinar biomarcadores relacionados à idade cerebral pode ajudar a identificar moléculas para tratamentos futuros”.

Utilizando dados de imagem cerebral de 10.949 pessoas, os cientistas criaram um modelo baseado em características como volume cerebral, área superficial e distribuição da substância branca.

Para identificar proteínas associadas a uma grande diferença entre idade cerebral e cronológica, analisaram 2.922 proteínas em amostras de sangue de 4.696 participantes, sendo mais da metade mulheres. Os pesquisadores encontraram 13 proteínas ligadas a essas diferenças, algumas associadas à cognição, saúde mental e movimentos.

Uma proteína de destaque foi a brevican (BCAN), envolvida na formação e manutenção das redes moleculares ao redor das células, bem como em processos de aprendizado e memória. Níveis elevados de BCAN foram associados a um envelhecimento cerebral mais lento. Além disso, pessoas com doença de Alzheimer apresentam menos BCAN em células cerebrais do que indivíduos saudáveis.

Desafios e próximos passos

Embora os resultados sejam promissores, Anja Schneider, neurocientista do Centro Alemão para Doenças Neurodegenerativas, aponta que mais estudos são necessários para confirmar quais proteínas podem ser usadas como biomarcadores confiáveis do envelhecimento cerebral.

Mark Mattson, neurocientista da Universidade Johns Hopkins, ressalta outra questão fundamental: “De onde vêm essas proteínas?”. Ele explica que os níveis medidos no sangue podem não refletir com precisão os níveis cerebrais. Estudos futuros em modelos animais serão essenciais para explorar como as alterações nas proteínas identificadas afetam o envelhecimento cerebral.

Além disso, a maioria dos participantes do estudo era de ascendência europeia. Segundo Liu, pesquisas adicionais devem investigar se os achados se aplicam a outras populações.

O estudo abre caminhos importantes para compreender o envelhecimento cerebral e buscar estratégias mais eficazes para tratar doenças neurodegenerativas. Entretanto, ainda há um longo caminho a percorrer até que essas descobertas possam ser aplicadas na prática clínica.

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Benefícios do exercício físico podem ser sentidos pelo cérebro até 24 horas depois de realizados, diz novo estudo; entenda


É normal e natural sentir dores musculares depois de realizar exercícios físicos após um tempo sem fazer, ou depois de fazer um treino novo. Mas pesquisadores da University College London (UCL) descobriram que, além dos músculos, o cérebro também “sente” efeitos positivos um dia depois dos treinos.

Segundo os pesquisadores, aqueles que fizeram atividade física moderada a vigorosa em um determinado dia tiveram melhor desempenho em testes de memória no dia seguinte do que aqueles que fizeram exercícios mais leves.

Isso ocorre porque, a curto prazo, o exercício aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro e estimula a liberação de neurotransmissores como norepinefrina e dopamina, que auxiliam em diversas funções cognitivas. Acredita-se que essas alterações neuroquímicas duram até algumas horas após o exercício.

No entanto, outros estudos mostram que o benefício associado ao exercício poderia ser mais duradouro, podendo melhorar o humor de uma pessoa, por exemplo, por até 24 horas.

De acordo com os cientistas, atividade moderada ou vigorosa pode significar qualquer movimento que aumente a frequência cardíaca, como por exemplo: uma caminhada rápida, dança ou subir alguns lances de escada.

“Nossas descobertas sugerem que os benefícios da atividade física para a memória de curto prazo podem durar mais do que se pensava, possivelmente até o dia seguinte, em vez de apenas algumas horas após o exercício”, disse Mikaela Bloomberg, da University College London.

Benefícios no sono
Os participantes, com idades entre 50 e 83 anos, usaram rastreadores de atividade por oito dias e fizeram testes cognitivos todos os dias. Os cientistas analisaram quanto tempo eles passaram sedentários, praticando atividades físicas leves e praticando atividades físicas moderadas ou vigorosas. Eles também quantificaram a duração do sono e o tempo gasto em sono mais leve (movimento rápido dos olhos, ou REM) e em sono mais profundo, de ondas lentas.

Os benefícios também foram sentidos por pessoas que passaram menos tempo sentadas e dormiram seis horas ou mais.

Dormir por longos períodos foi associado à melhora da memória episódica e de trabalho e da velocidade psicomotora, uma medida da rapidez com que uma pessoa detecta e responde ao ambiente.

Por outro lado, passar mais tempo sedentário do que o normal foi associado a uma pior memória de trabalho no dia seguinte.

“Este foi um estudo pequeno e, portanto, precisa ser replicado com uma amostra maior de participantes antes que possamos ter certeza sobre os resultados”, afirma Bloomberg.

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