Dores de cabeça repentinas, perda momentânea de memória, falta de atenção ou retenção de informações são apenas alguns dos problemas mais comuns da vida diária, que funcionam como um véu escuro que parece obscurecer o funcionamento do cérebro. Esses sintomas, que a princípio podem parecer desconexos, formam uma rede cada vez maior de desconfortos que podem ser corrigidos ou amenizados – na maioria dos casos – com um simples hábito.
As evidências revelam uma ligação inesperada entre estas manifestações e um elemento que, embora vital para a existência, é muitas vezes esquecido: a hidratação. E o corpo humano, na sua busca pelo equilíbrio, não deixa nenhum detalhe passar despercebido. Precisamente, a relação entre falta de hidratação e saúde cerebral torna-se palpável nos sintomas já mencionados.
Efeitos no cérebro da desidratação
O cérebro depende muito de um equilíbrio adequado de fluidos para funcionar adequadamente.
Além disso, alerta que o efeito prejudicial no cérebro não se limita a faixas etárias específicas, mas pode afetar pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos. Porém, destaca que a sensibilidade à desidratação pode variar dependendo da idade e do estado geral de saúde de cada indivíduo.
Andersson explica que, diante da diminuição da água no corpo, o cérebro: retrai, puxa certas estruturas anatômicas, modifica o diâmetro dos vasos sanguíneos, puxa as meninges e reduz a função motora.
Isso coincide com o que foi publicado em uma pesquisa realizada pelo The American College of Sports Medicine em que foi analisada a resposta dos participantes da amostra a intervalos de exercício físico em que estavam hidratados e em que não estavam. Graças à implantação de um scanner capaz de fazer uma imagem das alterações que aconteciam em seus órgãos, eles notaram que os ventrículos (duas câmaras inferiores do coração, uma do lado direito e outra do lado esquerdo) se expandiam se a água perdida não fosse reposta.
Quanto à reversibilidade do comprometimento cognitivo causado pela desidratação , em muitos casos os profissionais concordam que isso pode ser reversível quando a pessoa estiver adequadamente hidratada.
Como se prevenir da desidratação
- 1.Beba bastante água. Mantenha o consumo regular de água ao longo do dia, mesmo que não sinta sede.
- 2.Fique atento aos sinais de desidratação. Preste atenção a sinais como boca seca, urina escura e tontura, pois podem indicar desidratação.
- 3.Aumente a ingestão de água em situações específicas: durante o exercício, em clima quente ou quando estiver doente.
- 4.Inclua alimentos hidratantes na dieta. Comer alimentos ricos em água, como frutas e vegetais, também pode ajudá-lo a se manter hidratado.
Quem deveria ter mais cuidado?
Por fim, ele alerta que em locais com muitos idosos devem estar disponíveis os recursos necessários para manter as pessoas hidratadas – especialmente nas épocas quentes – visto que se trata de um grupo social que pode ter fortes consequências na saúde devido à falta de líquidos.
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Na América Latina, a pesquisa revelou que os principais fatores de risco são a obesidade, a inatividade física e a depressão. 