Caminhar pode reduzir o risco de declínio cognitivo e aumentar a performance cerebral


Uma caminhada acelerada ou intensa em pessoas com mais de 40 anos está associada a melhora da função cognitiva, maior volume cerebral e uma redução de 5 anos no envelhecimento biológico. Além disso, a prática regular do exercício físico aumenta o ângulo de fase das células musculares e esse fator está associado a um risco 72% menor de comprometimento cognitivo em mulheres na pós menopausa.

Casal de idosos caminha no parque — Foto: iStockNo estudo Association of Neurocognitive and Physical Function With Gait Speed in Midlife, os participantes foram submetidos a uma série de avaliações aos 45 anos, incluindo testes de caminhada em diferentes condições, exames de imagem cerebral e análises bioquímicas para medir a chamada idade biológica.

Os resultados mostraram que quem caminhava mais devagar não apenas tinha volumes cerebrais menores, mas também exibiu declínio cognitivo ao longo da vida, além de aparentar ser mais velho fisicamente.

A pesquisa mostrou ainda que a marcha lenta não está relacionada apenas à força física, mas é um reflexo de todo um histórico de saúde, que inclui desde o desenvolvimento cognitivo na infância até alterações neurológicas visíveis em exames cerebrais.

Essas descobertas reforçam o que outros estudos já vinham apontando: o envelhecimento é um processo multifatorial e precoce. Para os especialistas, esse tipo de teste deve ser incorporado cada vez mais na prática clínica, inclusive em check-ups de rotina.

Além de reforçar a importância do acompanhamento desde cedo, é importante investir em estratégias de prevenção ainda na juventude, como boa alimentação, atividade física e estímulos cognitivos, pois elas podem fazer toda a diferença na qualidade de vida após os 40.

Entre os pontos positivos da caminhada intensa diária, estão:

  • Mulheres podem ter redução de 72% no risco de comprometimento cognitivo;
  • O aumento do ângulo de fase muscular na bioimpedancia se correlacionou com melhor memória, atenção, linguagem e função executiva;
  • Indivíduos que caminham mais rápido possuem maior QI (16 pontos);
  • Indivíduos que caminham mais rápido possuem maior volume cerebral e redução do envelhecimento cerebral em 5 anos;
  • Indivíduos que caminham mais rápido possuem melhor desempenho cognitivo em todos os domínios, incluindo memória e fluência na fala;
  • Não importa a distância ou o tempo, é fundamental respeitar o seu condicionamento físico atual. Por isso procure sempre ter o acompanhamento do educador físico, ele irá te ajudar a ter todos esses benefícios.
A plataforma de treinamento cognitivo digital da NeuroForma oferece exercícios que ajudam a sintonizar o seu cérebro. Treinos de concentração, rapidez de raciocínio, habilidades sociais,  inteligência e de orientação espacial. Acesse e confira AQUI.