{"id":6213,"date":"2022-08-31T23:04:17","date_gmt":"2022-08-31T23:04:17","guid":{"rendered":"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/?p=6213"},"modified":"2022-09-01T00:08:32","modified_gmt":"2022-09-01T00:08:32","slug":"6213-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/6213-2\/","title":{"rendered":"&#8216;Em poucos anos, a maioria dos casos de Alzheimer ser\u00e1 em pa\u00edses como o Brasil&#8217;, diz neurologista"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Em agosto, o professor da Universidade Federal de Minas Gerais Paulo Caramelli assumiu a coordena\u00e7\u00e3o do conselho consultivo da Sociedade Internacional para o Avan\u00e7o da Pesquisa e Tratamento da Doen\u00e7a de Alzheimer. Trata-se de um feito n\u00e3o apenas in\u00e9dito para um brasileiro, mas tamb\u00e9m a estreia de um pesquisador de fora de pa\u00edses da Europa e da Am\u00e9rica do Norte \u00e0 frente da organiza\u00e7\u00e3o. Criada em 2008, a Sociedade conecta uma equipe internacional de cientistas dedicados a ampliar os trabalhos sobre o Alzheimer e outras formas de dem\u00eancia.<\/h2>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao GLOBO, Caramelli fala sobre como a estimativa de crescimento do diagn\u00f3stico \u2013 que deve triplicar at\u00e9 2050 \u2013 afeta desproporcionalmente pa\u00edses de m\u00e9dia e baixa renda, como o Brasil. O coordenador da ISTAART tamb\u00e9m explica como \u00e9 poss\u00edvel prevenir quase metade das formas de dem\u00eancia e comenta sobre as perspectivas para o tratamento do Alzheimer em meio a fraudes de estudos reveladas neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O senhor costuma afirmar que pa\u00edses como o Brasil ter\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos um n\u00famero maior de casos de Alzheimer do que outros. O que isso significa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mais da metade dos casos de dem\u00eancia, como Alzheimer, no mundo ocorrer\u00e1 em poucos anos em pa\u00edses de m\u00e9dia e baixa renda, que s\u00e3o, em geral, tamb\u00e9m muito populosos, como Brasil, \u00cdndia, China, Nig\u00e9ria, M\u00e9xico. Al\u00e9m disso, s\u00e3o pa\u00edses que est\u00e3o passando por um aumento do n\u00famero de idosos que em grande parte j\u00e1 foi atingido em pa\u00edses da Europa e da Am\u00e9rica do Norte. Outro motivo importante \u00e9 que alguns fatores de risco reconhecidos para a dem\u00eancia, como os cardiovasculares, a hipertens\u00e3o arterial e a diabetes, s\u00e3o mais frequentes nestes pa\u00edses e de forma pior controlada.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda a quest\u00e3o do n\u00edvel socioecon\u00f4mico. N\u00f3s sabemos que n\u00edveis mais baixos reduzem o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de melhor qualidade e ao maior n\u00famero de anos de educa\u00e7\u00e3o formal, al\u00e9m do acesso a melhores sistemas de sa\u00fade e a alimentos com melhor nutri\u00e7\u00e3o. A quest\u00e3o da escolaridade \u00e9 especialmente importante porque n\u00f3s sabemos que n\u00edveis mais baixos, de forma mais dram\u00e1tica o analfabetismo, s\u00e3o grandes fatores de risco para a dem\u00eancia, porque eles diminuem o que chamamos de reserva cognitiva do c\u00e9rebro para fazer frente a essas doen\u00e7as que afetam justamente a cogni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual \u00e9 a verdadeira rela\u00e7\u00e3o entre mudan\u00e7as de estilo de vida e a incid\u00eancia do diagn\u00f3stico?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A preven\u00e7\u00e3o consiste no controle de fatores de risco modific\u00e1veis. Sabemos hoje, de acordo com uma comiss\u00e3o patrocinada pela revista Lancet, que aproximadamente 40% das dem\u00eancias est\u00e3o relacionadas a 12 fatores sobre os quais n\u00f3s podemos atuar para reduzir a preval\u00eancia do diagn\u00f3stico, o que \u00e9 uma parcela muito grande dos casos. Esses fatores s\u00e3o distribu\u00eddos ao longo da vida. Na inf\u00e2ncia, por exemplo, a escolaridade reduz esse risco. Na meia-idade, defici\u00eancia auditiva moderada a grave n\u00e3o tratada \u00e9 outro fator ligado ao risco maior. Mas h\u00e1 uma s\u00e9rie de outros fatores que perduram durante toda a vida, como n\u00edveis de hipertens\u00e3o arterial e colesterol, diabetes, sedentarismo, tabagismo, que se n\u00e3o forem evitados ou controlados elevam o risco. H\u00e1 ainda pontos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de serem modificados, como polui\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade diz que o mundo est\u00e1 falhando no combate \u00e0 dem\u00eancia, tra\u00e7ando um cen\u00e1rio de crescimento da doen\u00e7a em mais de 150% at\u00e9 2050, passando de 55 para 139 milh\u00f5es de pacientes. O que dever\u00edamos fazer de diferente?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Existem programas sociais como os voltados para a melhora de condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o, para o acesso universal \u00e0 escola de boa qualidade, da educa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos que n\u00e3o tiveram a oportunidade de estudar na inf\u00e2ncia, para o controle de fatores de risco de sa\u00fade, como evitar o sedentarismo, que poderiam ser implementados em n\u00edvel nacional em cada um dos pa\u00edses, o que levaria a um impacto enorme sobre os casos de dem\u00eancia a m\u00e9dio e longo prazo. De certo modo, \u00e9 algo que j\u00e1 est\u00e1 no radar, pois h\u00e1 planos nacionais de dem\u00eancia em diversos pa\u00edses, e a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-americana de Sa\u00fade definiu em 2015 que os pa\u00edses membros implementariam as medidas, o Brasil sendo um deles. Por\u00e9m sabemos que as velocidades com que isso tem acontecido s\u00e3o bem diferentes. Costa Rica e Chile, por exemplo, est\u00e3o mais avan\u00e7ados, mas em outros a discuss\u00e3o ainda est\u00e1 de forma mais incipiente, como no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A resposta \u00e0 dem\u00eancia no Brasil nos \u00faltimos anos tem sido insatisfat\u00f3ria?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s melhoramos muito, mas temos uma li\u00e7\u00e3o de casa longa a ser cumprida. Existem algumas pol\u00edticas de sa\u00fade p\u00fablica interessantes, muito relacionadas ao idoso e ao envelhecimento, mas ainda poucas iniciativas e programas espec\u00edficos para dem\u00eancia, seja para preven\u00e7\u00e3o ou tratamento. Especificamente sobre Alzheimer, desde 2002 h\u00e1 projetos p\u00fablicos de tratamento, o que \u00e9 um avan\u00e7o, mas ainda n\u00e3o \u00e9 suficiente. At\u00e9 porque \u00e9 muito desigual, (os projetos) s\u00e3o apenas em cidades grandes, ligadas a institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, onde existe uma estrutura melhor, mas no geral n\u00e3o h\u00e1 tanto acesso a uma aten\u00e7\u00e3o multiprofissional e a um n\u00famero necess\u00e1rio de profissionais especializados em lidar com a dem\u00eancia pelo pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais as perspectivas para um tratamento que reverta a perda cognitiva causada pelo Alzheimer?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Medidas preventivas s\u00e3o muito importantes justamente pois ainda estamos distantes de um tratamento curativo para de fato modificar o curso da doen\u00e7a de Alzheimer, que \u00e9 a forma de dem\u00eancia mais frequente. Embora haja uma quantidade enorme de pesquisas, ainda estamos longe dessa realidade. Al\u00e9m disso, n\u00f3s sabemos hoje com base em diversos estudos que o Alzheimer, embora seja a causa mais frequente de dem\u00eancia, na maioria das vezes est\u00e1 acompanhado de outras doen\u00e7as, como um acidente vascular cerebral e outras causas degenerativas que podem estar presentes no c\u00e9rebro de pessoas idosas em conjunto com o Alzheimer.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo muito interessante conduzido h\u00e1 poucos anos nos Estados Unidos mostrou que, em pessoas com mais de 80 anos que faleceram com dem\u00eancia e doaram seus c\u00e9rebros, 25% delas tinham quatro proteinopatias, ou seja, quatro doen\u00e7as degenerativas diferentes que estavam relacionadas ao diagn\u00f3stico de dem\u00eancia. Ent\u00e3o mesmo se hoje n\u00f3s tiv\u00e9ssemos uma medica\u00e7\u00e3o extremamente efetiva para o Alzheimer hoje, o problema n\u00e3o estaria completamente resolvido. Diante deste cen\u00e1rio, n\u00f3s entendemos que a preven\u00e7\u00e3o tem um papel fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em 2021, pela primeira vez em 18 anos, os Estados Unidos aprovaram um rem\u00e9dio destinado ao Alzheimer, o Aducanumab. No entanto, esse aval n\u00e3o \u00e9 um consenso na comunidade cient\u00edfica, sendo restrito ao pa\u00eds norte-americano. Por que o medicamento n\u00e3o atendeu \u00e0s expectativas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s estamos vivendo uma entressafra longa, o \u00faltimo medicamento aprovado de forma un\u00e2nime foi em 2003, h\u00e1 quase 20 anos, para uma forma de dem\u00eancia moderada a grave. Desde ent\u00e3o, a \u00fanica nova medica\u00e7\u00e3o aprovada foi o Aducanumab, que recebeu o aval apenas da ag\u00eancia dos Estados Unidos. Aqui no Brasil, a Anvisa, assim como a ag\u00eancia europeia, a japonesa, e outras, n\u00e3o aprovaram. Isso porque foi um medicamento com resultados controversos nos estudos de fase 3. Foram dois estudos, um com efeito positivo, outro com negativo, mas que foram interrompidos no meio do caminho. Uma an\u00e1lise dos dados parciais pela FDA (ag\u00eancia dos EUA) constatou uma efic\u00e1cia em apenas um dos estudos, especialmente na redu\u00e7\u00e3o de uma das prote\u00ednas que formam placas no c\u00e9rebro ligadas ao diagn\u00f3stico de Alzheimer, a beta-amiloide. Mas a aprova\u00e7\u00e3o foi pol\u00eamica e o rem\u00e9dio \u00e9 muito pouco utilizado, at\u00e9 porque tem certos problemas de seguran\u00e7a e um pre\u00e7o muito elevado. No momento, est\u00e3o em andamento novos estudos com o rem\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dele, existe um n\u00famero enorme de pesquisas em andamento que buscam atuar na doen\u00e7a com mecanismos diferentes. Eu diria que estamos vivendo um momento interessante de quantidade e qualidade grande dessas pesquisas, mas \u00e9 uma doen\u00e7a muito complexa, desafiadora, com a\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas n\u00e3o 100% conhecidas, o que torna tudo mais dif\u00edcil. Mas vejo o cen\u00e1rio com otimismo, acho que \u00e9 uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 surgirem novas medica\u00e7\u00f5es. Uma cura ainda deve estar distante, mas rem\u00e9dios que ajudem no controle dos sintomas e a tornar a evolu\u00e7\u00e3o mais lenta, acredito que \u00e9 algo a m\u00e9dio prazo que devemos conseguir. Isso precisa de tempo, de qualifica\u00e7\u00e3o e de dinheiro. E obviamente os pa\u00edses ricos saem na frente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Neste ano, uma investiga\u00e7\u00e3o publicada na revista Science revelou ind\u00edcios de fraude e manipula\u00e7\u00e3o em imagens utilizadas em estudos consolidados sobre o Alzheimer, muitos dos quais embasam a teoria de que a forma\u00e7\u00e3o de placas da prote\u00edna beta-amiloide no c\u00e9rebro levaria ao desenvolvimento da doen\u00e7a \u2013 que \u00e9 a base da atua\u00e7\u00e3o do Aducanumab. De que forma isso est\u00e1 sendo recebido pela comunidade cient\u00edfica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Houve esse epis\u00f3dio de ind\u00edcio de fraude sobre um estudo publicado na revista Nature em 2006, que ainda est\u00e1 em an\u00e1lise. As evid\u00eancias apresentadas num artigo longo publicado na Science s\u00e3o muito sugestivas de que houve realmente um tipo de fraude. Infelizmente, fraudes, falsifica\u00e7\u00e3o de dados, s\u00e3o problemas que acontecem em todas \u00e1reas, e a ci\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 isenta disso. O que n\u00e3o significa que a ci\u00eancia deva ser criticada, mas sim a conduta de determinados pesquisadores, que deve ser investigada e, se comprovado que houve fraude, deve enfrentar as medidas cab\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Um aspecto importante, no entanto, \u00e9 que algumas pessoas alegaram que essa suposta fraude colocaria por terra a teoria do papel das placas de prote\u00edna beta-amiloide no diagn\u00f3stico de Alzheimer, mas isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Embora de fato haja muita discuss\u00e3o sobre o real papel da prote\u00edna na doen\u00e7a, j\u00e1 que estudos com mol\u00e9culas que limpam a amiloide no c\u00e9rebro t\u00eam sido negativos para combater a doen\u00e7a, o estudo de 2006 se refere a uma part\u00edcula muito espec\u00edfica, e n\u00e3o \u00e0 teoria amiloide como um todo. Ent\u00e3o, se for comprovado que \u00e9 fraude, isso questiona uma part\u00edcula espec\u00edfica da prote\u00edna, mas n\u00e3o derruba a teoria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ainda assim, hoje as formas de tratamento dispon\u00edveis conseguem garantir uma qualidade de vida melhor \u00e0s pessoas com dem\u00eancia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu vivi uma \u00e9poca do Alzheimer antes de existir qualquer medica\u00e7\u00e3o e depois, no final dos anos 90, quando come\u00e7aram a ser aprovados alguns medicamentos. O surgimento dos rem\u00e9dios e um conhecimento maior a respeito da doen\u00e7a, dos fatores de risco, tudo levou a um acompanhamento cl\u00ednico muito melhor para essas pessoas. Hoje conseguimos dar um suporte tanto cl\u00ednico como psicol\u00f3gico para o paciente, cuidadores e familiares. E sobre os medicamentos, os estudos observacionais mostram que com o passar dos anos aqueles que aderem ao tratamento tiveram uma redu\u00e7\u00e3o na mortalidade e na evolu\u00e7\u00e3o para dem\u00eancia grave. Ent\u00e3o hoje, embora ainda estejamos num cen\u00e1rio longe do que gostar\u00edamos, estamos muito melhores do que nos anos 90, quando voc\u00ea n\u00e3o tinha op\u00e7\u00f5es de tratamento para o problema. N\u00f3s vivemos um cen\u00e1rio melhor, mas ainda distante do que buscamos e queremos para as pessoas com dem\u00eancia.<br><br>Fonte: Jornal O Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em agosto, o professor da Universidade Federal de Minas Gerais Paulo Caramelli assumiu a coordena\u00e7\u00e3o do conselho consultivo da Sociedade Internacional para o Avan\u00e7o da Pesquisa e Tratamento da Doen\u00e7a de Alzheimer. 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