{"id":5646,"date":"2020-12-22T00:19:46","date_gmt":"2020-12-22T00:19:46","guid":{"rendered":"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/?p=5646"},"modified":"2021-02-05T18:01:52","modified_gmt":"2021-02-05T18:01:52","slug":"4-formas-como-o-racismo-afeta-o-cerebro-e-o-corpo-das-criancas-segundo-harvard","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/4-formas-como-o-racismo-afeta-o-cerebro-e-o-corpo-das-criancas-segundo-harvard\/","title":{"rendered":"4 formas como o racismo afeta o c\u00e9rebro e o corpo das crian\u00e7as, segundo Harvard"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-5644\" src=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/site-co\u0301pia-co\u0301pia.png\" alt=\"site-copia-copia\" width=\"1156\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/site-co\u0301pia-co\u0301pia.png 1156w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/site-co\u0301pia-co\u0301pia-300x150.png 300w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/site-co\u0301pia-co\u0301pia-768x383.png 768w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/site-co\u0301pia-co\u0301pia-1024x511.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1156px) 100vw, 1156px\" \/><\/p>\n<p class=\"txt-gray-medium mb-0 center-wall\">Universidade demonstra como exposi\u00e7\u00e3o direta ou indireta ao racismo estrutural pode alterar arquitetura cerebral e causar doen\u00e7as<\/p>\n<p>Epis\u00f3dios di\u00e1rios de\u00a0<strong>racismo<\/strong>, desde ser alvo de\u00a0<strong>preconceito\u00a0<\/strong>at\u00e9 assistir a casos de\u00a0<strong>viol\u00eancia\u00a0<\/strong>sofridos por outras pessoas da mesma\u00a0<strong>ra\u00e7a<\/strong>, t\u00eam um efeito \u00e0s vezes &#8220;invis\u00edvel&#8221;, mas duradouro e cruel sobre a sa\u00fade, o corpo e o c\u00e9rebro de\u00a0<strong>crian\u00e7as<\/strong>.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 do Centro de Desenvolvimento Infantil da Universidade de\u00a0<strong>Harvard<\/strong>, que\u00a0<a href=\"https:\/\/developingchild.harvard.edu\/resources\/racism-and-ecd\/?utm_source=newsletter&amp;utm_campaign=november_2020\">compilou<\/a>\u00a0estudos documentando como a viv\u00eancia cotidiana do racismo estrutural, de suas formas mais escancaradas \u00e0s mais sutis ou ao acesso pior a servi\u00e7os p\u00fablicos, impacta &#8220;o aprendizado, o comportamento, a sa\u00fade f\u00edsica e mental&#8221; infantil.<\/p>\n<p>No longo prazo, isso resulta em custos bilion\u00e1rios adicionais em sa\u00fade, na perpetua\u00e7\u00e3o das disparidades raciais e em mais dificuldades para grande parcela da popula\u00e7\u00e3o em atingir seu pleno potencial humano e capacidade produtiva.<\/p>\n<p>Embora os estudos sejam dos EUA, dados estat\u00edsticos \u2014 al\u00e9m do fato de o Brasil tamb\u00e9m ter hist\u00f3rico de escravid\u00e3o e desigualdade \u2014 permitem tra\u00e7ar paralelos entre os dois cen\u00e1rios.<\/p>\n<p>Aqui, casos recentes de viol\u00eancia contra pessoas negras incluem o de Beto Freitas, espancado at\u00e9 a morte dentro de um supermercado Carrefour em Porto Alegre em 20 de novembro, e o das primas Emilly, 4, e Rebeca, 7, mortas por disparos de balas enquanto brincavam na porta de casa, em Duque de Caxias em 4 de dezembro.<\/p>\n<p>No Brasil, 54% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 negra, percentual que \u00e9 de 13% na popula\u00e7\u00e3o dos EUA.<\/p>\n<h3>1. Corpo em estado de alerta constante<\/h3>\n<p>O racismo e a viol\u00eancia dentro da comunidade (e a aus\u00eancia de apoio para lidar com isso) est\u00e3o entre o que Harvard\u00a0<a href=\"https:\/\/developingchild.harvard.edu\/resources\/aces-and-toxic-stress-frequently-asked-questions\/\">chama<\/a>\u00a0de &#8220;experi\u00eancias adversas na inf\u00e2ncia&#8221;. Passar constantemente por essas experi\u00eancias faz com que o c\u00e9rebro se mantenha em estado constante de alerta, provocando o chamado &#8220;estresse t\u00f3xico&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Anos de estudos cient\u00edficos mostram que, quando os sistemas de estresse das crian\u00e7as ficam ativados em alto n\u00edvel por longo per\u00edodo de tempo, h\u00e1 um desgaste significativo nos seus c\u00e9rebros em desenvolvimento e outros sistemas biol\u00f3gicos&#8221;, diz o Centro de Desenvolvimento Infantil da universidade.<\/p>\n<p>Na<a href=\"https:\/\/developingchild.harvard.edu\/resources\/wp3\/\">\u00a0pr\u00e1tica<\/a>, \u00e1reas do c\u00e9rebro dedicadas \u00e0 resposta ao medo, \u00e0 ansiedade e a rea\u00e7\u00f5es impulsivas podem produzir um excesso de conex\u00f5es neurais, ao mesmo tempo em que \u00e1reas cerebrais dedicadas \u00e0 racionaliza\u00e7\u00e3o, ao planejamento e ao controle de comportamento v\u00e3o produzir menos conex\u00f5es neurais.<\/p>\n<p>&#8220;Isso pode ter efeito de longo prazo no aprendizado, comportamento, sa\u00fade f\u00edsica e mental&#8221;, prossegue o centro. &#8220;Um crescente corpo de evid\u00eancias das ci\u00eancias biol\u00f3gicas e sociais conecta esse conceito de desgaste (do c\u00e9rebro) ao racismo. Essas pesquisas sugerem que ter de lidar constantemente com o racismo sist\u00eamico e a discrimina\u00e7\u00e3o cotidiana \u00e9 um ativador potente da resposta de estresse.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Embora possam ser invis\u00edveis para quem n\u00e3o passa por isso, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o racismo sist\u00eamico e a discrimina\u00e7\u00e3o interpessoal podem levar \u00e0 ativa\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica do estresse, impondo adversidades significativas nas fam\u00edlias que cuidam de crian\u00e7as pequenas&#8221;, conclui o documento de Harvard.<\/p>\n<h3>2. Mais chance de doen\u00e7as cr\u00f4nicas ao longo da vida<\/h3>\n<p>Essa exposi\u00e7\u00e3o ao estresse t\u00f3xico \u00e9 um dos fatores que ajudam a explicar diferen\u00e7as raciais na incid\u00eancia de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, prossegue o centro de Harvard:<\/p>\n<p>&#8220;As evid\u00eancias s\u00e3o enormes: pessoas negras, ind\u00edgenas e de outras ra\u00e7as nos EUA t\u00eam, em m\u00e9dia, mais problemas cr\u00f4nicos de sa\u00fade e vidas mais curtas do que as pessoas brancas, em todos os n\u00edveis de renda.&#8221;<\/p>\n<p>Alguns dados apontam para situa\u00e7\u00e3o semelhante no Brasil. Homens e mulheres negros t\u00eam, historicamente, incid\u00eancia maior de diabetes \u2014 9% mais prevalente em negros do que em brancos; 50% mais prevalente em negras do que em brancas, segundo o\u00a0<a href=\"http:\/\/portalarquivos2.saude.gov.br\/images\/pdf\/2017\/novembro\/21\/20-11-2017---Populacao-negra.pdf\">Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/a>\u00a0\u2014 e press\u00e3o alta, por exemplo.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros mais marcantes, por\u00e9m, s\u00e3o os de viol\u00eancia armada, como a que vitimou as meninas Emilly e Rebeca. O Atlas da Viol\u00eancia aponta que negros foram 75,7% das v\u00edtimas de homic\u00eddio no Brasil em 2018.<\/p>\n<p>A taxa de homic\u00eddios de brasileiros negros \u00e9 de 37,8 para cada 100 mil habitantes, contra 13,9 de n\u00e3o negros.<\/p>\n<p>H\u00e1, ainda, uma incid\u00eancia possivelmente maior de problemas de sa\u00fade mental: de cada dez suic\u00eddios em adolescentes em 2016, seis foram de jovens negros e quatro de brancos, segundo pesquisa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade publicada no ano passado.<\/p>\n<p>&#8220;O adoecimento (pela viv\u00eancia do racismo) \u00e9 constante, e vemos nos dados escancarados, como os da viol\u00eancia, mas tamb\u00e9m na depress\u00e3o, no adoecimento ps\u00edquico e nos altos n\u00fameros de suic\u00eddio&#8221;, afirma a psic\u00f3loga Cristiane Ribeiro.<\/p>\n<p>&#8220;E por que essa \u00e9 viol\u00eancia \u00e9 t\u00e3o marcante entre pessoas negras? Porque aprendemos que nosso semelhante \u00e9 o pior poss\u00edvel e o quanto mais longe estivermos dele, melhor. A crian\u00e7a materializa isso de alguma forma. Temos estat\u00edsticas de que crian\u00e7as negras s\u00e3o menos abra\u00e7adas na educa\u00e7\u00e3o infantil, recebem menos afeto dos professores. (Algumas) ouvem desde cedo &#8216;esse menino n\u00e3o aprende mesmo, \u00e9 burro&#8217; ou &#8216;nasceu pra ser bandido'&#8221;, prossegue Ribeiro.<\/p>\n<p>Embora muitos conseguem superar essa narrativa, outros t\u00eam sua vida marcada por ela, diz Ribeiro. &#8220;Trabalhei durante muito tempo no sistema socioeducativo (com jovens infratores), e essas senten\u00e7as s\u00e3o muito recorrentes: o menino que escuta desde pequeno que &#8216;n\u00e3o vai ser nada na vida&#8217;. S\u00e3o trajet\u00f3rias sentenciadas.&#8221;<\/p>\n<p><strong>3. Disparidades na sa\u00fade\u00a0<\/strong><strong>e\u00a0<\/strong><strong>na educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os problemas descritos acima s\u00e3o potencializados pelo menor acesso aos servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, aponta Harvard.<\/p>\n<p>&#8220;Pessoas de cor recebem tratamento desigual quando interagem em sistemas como o de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de terem menos acesso a educa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os de sa\u00fade de alta qualidade, a oportunidades econ\u00f4micas e a caminhos para o ac\u00famulo de riqueza&#8221;, diz o documento do Centro de Desenvolvimento infantil.<\/p>\n<p>&#8220;Tudo isso reflete formas como o legado do racismo estrutural nos EUA desproporcionalmente enfraquece a sa\u00fade e o desenvolvimento de crian\u00e7as de cor.<\/p>\n<p>&#8220;Mais uma vez, os n\u00fameros brasileiros apontam para um quadro parecido. Segundo levantamento do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 67% do p\u00fablico do SUS (Sistema \u00danico de Sa\u00fade) \u00e9 negro. No entanto, a popula\u00e7\u00e3o negra realiza proporcionalmente menos consultas m\u00e9dicas e atendimentos de pr\u00e9-natal.<\/p>\n<p>E, entre os 10% de pessoas com menor renda no Brasil, 75% delas s\u00e3o pretas ou pardas.<\/p>\n<p>Na educa\u00e7\u00e3o, as disparidades persistem. Crian\u00e7as negras de 0 a 3 anos t\u00eam percentual menor de matr\u00edculas em creches. Na outra ponta do ensino, 53,9% dos jovens declarados negros conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio at\u00e9 os 19 anos \u2014 20 pontos percentuais a menos que a taxa de jovens brancos, apontam dados de 2018 do movimento Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>4. Cuidadores mais fragilizados e &#8216;racismo indireto&#8217;<\/h3>\n<p>Os efeitos do estresse n\u00e3o se limitam \u00e0s crian\u00e7as: se estendem tamb\u00e9m aos pais e respons\u00e1veis por elas \u2014 e, como em um efeito bumerangue, voltam a afetar as crian\u00e7as indiretamente.<\/p>\n<p>&#8220;M\u00faltiplos estudos documentaram como os estresses da discrimina\u00e7\u00e3o no dia a dia em pais e outros cuidadores, como ser associado a estere\u00f3tipos negativos, t\u00eam efeitos nocivos no comportamento desses adultos e em sua sa\u00fade mental&#8221;, prossegue o Centro de Desenvolvimento Infantil.<\/p>\n<p>Um dos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0277953617302411#!\">estudos<\/a>\u00a0usados para embasar essa conclus\u00e3o \u00e9 uma revis\u00e3o de dezenas de pesquisas cl\u00ednicas feita em 2018, que aborda o que os pesquisadores chamam de &#8220;exposi\u00e7\u00e3o indireta ao racismo&#8221;: mesmo quando as crian\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o alvo direto de ofensas ou viol\u00eancia racista, podem ficar traumatizadas ao testemunhar ou escutar sobre eventos que tenham afetado pessoas pr\u00f3ximas a elas.<\/p>\n<p>&#8220;Especialmente para crian\u00e7as de minorias (raciais), a exposi\u00e7\u00e3o frequente ao racismo indireto pode for\u00e7\u00e1-las a dar sentido cognitivamente a um mundo que sistematicamente as desvaloriza e marginaliza&#8221;, concluem os pesquisadores.<\/p>\n<p>O estudo identificou, como efeito desse &#8220;racismo indireto&#8221;, impactos tanto em cuidadores (que tinham autoestima mais fragilizada) como nas crian\u00e7as, que nasciam de mais partos prematuros, com menor peso ao nascer e mais chances de adoecer ao longo da vida ou de desenvolver depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Na inf\u00e2ncia, diz a psic\u00f3loga Cristiane Ribeiro, \u00e9 quando come\u00e7amos a construir nossa capacidade de acreditar no pr\u00f3prio potencial para viver no mundo. No caso da popula\u00e7\u00e3o negra, essa constru\u00e7\u00e3o \u00e9 afetada negativamente pelos estere\u00f3tipos racistas, sejam caracter\u00edsticas f\u00edsicas ou sociais \u2014 como o &#8220;cabelo pixaim&#8221; ou &#8220;servi\u00e7o de preto&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A gente precisa ter refer\u00eancias mais positivas da popula\u00e7\u00e3o negra como aquela que tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pela constitui\u00e7\u00e3o social do Brasil. A \u00fanica representa\u00e7\u00e3o que a gente tem no livro did\u00e1tico de hist\u00f3ria \u00e9 de uma pessoa (escravizada) acorrentada, em uma situa\u00e7\u00e3o de extrema vulnerabilidade e que est\u00e1 ali porque &#8216;n\u00e3o se esfor\u00e7ou para n\u00e3o estar'&#8221;, diz a pesquisadora.<\/p>\n<p>Mesmo atos &#8220;sutis&#8221; \u2014 como pessoas negras sendo seguidas por seguran\u00e7as em shopping centers ou recebendo atendimento pior em uma loja qualquer \u2014, que muitas vezes passam despercebidos para observadores brancos, podem ter efeitos devastadores sobre a autoestima, prossegue Ribeiro.<\/p>\n<p>&#8220;Isso que a gente costuma chamar de sutileza do racismo n\u00e3o tem nada de sutil na minha perspectiva. Quando algu\u00e9m grita &#8216;macaco&#8217; no meio da rua, as pessoas compartilham a indigna\u00e7\u00e3o. \u00c9 diferente do olhar (preconceituoso), que s\u00f3 o sujeito viu e s\u00f3 ele percebeu. Mesmo para a militante mais empoderada e ciente de seus direitos \u2014 porque \u00e9 uma luta sem descanso \u2014, tem dias que n\u00e3o tem jeito, esse olhar te destro\u00e7a. A gente fala muito da for\u00e7a da mulher negra, mas e o direito \u00e0 fragilidade? ser\u00e1 que ser fr\u00e1gil tamb\u00e9m \u00e9 um privil\u00e9gio?&#8221;<\/p>\n<h3>Como romper o ciclo<\/h3>\n<p>&#8220;Avan\u00e7os na ci\u00eancia apresentam um retrato cada vez mais claro de como a adversidade forte na vida de crian\u00e7as pequenas pode afetar o desenvolvimento do c\u00e9rebro e outros sistemas biol\u00f3gicos. Essas perturba\u00e7\u00f5es iniciais podem enfraquecer as oportunidades dessas crian\u00e7as em alcan\u00e7ar seu pleno potencial&#8221;, diz o documento de Harvard.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 poss\u00edvel romper esse ciclo, embora lembrando que as formas de combat\u00ea-lo s\u00e3o complexas e m\u00faltiplas.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos criar novas estrat\u00e9gias para lidar com essas desigualdades que sistematicamente amea\u00e7am a sa\u00fade e o bem-estar das crian\u00e7as pequenas de cor e os adultos que cuidam delas. Isso inclui buscar ativamente e reduzir os preconceitos em n\u00f3s e nas pol\u00edticas socioecon\u00f4micas, por meio de iniciativas como contrata\u00e7\u00f5es justas, oferta de cr\u00e9dito, programas de habita\u00e7\u00e3o, treinamento antipreconceito e iniciativas de policiamento comunit\u00e1rio&#8221;, diz o Centro de Desenvolvimento Infantil de Harvard.<\/p>\n<p>Para Cristiane Ribeiro, passos fundamentais nessa dire\u00e7\u00e3o envolvem mais representatividade negra e mais discuss\u00f5es sobre o tema dentro das escolas.<\/p>\n<p>&#8220;Se tenho uma escola repleta de negros ou pessoas de diferentes orienta\u00e7\u00f5es sexuais, mas isso n\u00e3o \u00e9 dito, n\u00e3o \u00e9 tratado, voc\u00ea tem a mesma segrega\u00e7\u00e3o que nos outros espa\u00e7os&#8221;, opina.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos extinguir a ideia do &#8216;l\u00e1pis cor de pele&#8217;. Tem tanta cor de pele, porque um l\u00e1pis rosa a representa? Tem tamb\u00e9m a crian\u00e7a com cabelo crespo em uma escola onde s\u00f3 s\u00e3o penteados os cabelos lisos. Se a professora der conta de tratar aquele cabelo de uma forma t\u00e3o afetiva quanto ela trata o cabelo lisinho, ela mudar\u00e1 o mundo daquela crian\u00e7a, inclusive incluindo nessa crian\u00e7a defesa para que ela responda quando seu cabelo for chamado de duro, de feio. E da\u00ed ela se olha no espelho e v\u00ea beleza, que \u00e9 um direito que est\u00e1 sendo conquistado muito aos poucos. A chance \u00e9 de que fa\u00e7a diferen\u00e7a pra fam\u00edlia inteira. A crian\u00e7a negra que fala &#8216;n\u00e3o, m\u00e3e, meu cabelo n\u00e3o \u00e9 feio&#8217; desloca aquele ciclo naquela fam\u00edlia, de todas as mulheres alisarem o cabelo. (&#8230;) Um olhar afetivo nessa hist\u00f3ria quebra o ciclo.&#8221;<\/p>\n<p>O afeto e a constru\u00e7\u00e3o de redes de apoio tamb\u00e9m s\u00e3o apontados por Harvard como formas de aliviar o peso do estresse t\u00f3xico e construir resili\u00eancia em crian\u00e7as e fam\u00edlias.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 claro que a ci\u00eancia n\u00e3o consegue lidar com esses desafios sozinha, mas o pensamento informado pela ci\u00eancia combinado com o conhecimento em mudar sistemas entrincheirados e as experi\u00eancias vividas pelas fam\u00edlias que criam seus filhos sob diferentes condi\u00e7\u00f5es podem ser poderosos catalisadores de estrat\u00e9gias eficientes,&#8221; defende o Centro para o Desenvolvimento Infantil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Universidade demonstra como exposi\u00e7\u00e3o direta ou indireta ao racismo estrutural pode alterar arquitetura cerebral e causar doen\u00e7as Epis\u00f3dios di\u00e1rios de\u00a0racismo, desde ser alvo de\u00a0preconceito\u00a0at\u00e9 assistir a casos de\u00a0viol\u00eancia\u00a0sofridos por outras pessoas da mesma\u00a0ra\u00e7a, t\u00eam um efeito \u00e0s vezes &#8220;invis\u00edvel&#8221;, mas duradouro e cruel sobre a sa\u00fade, o corpo e o c\u00e9rebro de\u00a0crian\u00e7as. 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