{"id":5625,"date":"2020-12-01T13:20:48","date_gmt":"2020-12-01T13:20:48","guid":{"rendered":"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/?p=5625"},"modified":"2020-12-01T13:21:32","modified_gmt":"2020-12-01T13:21:32","slug":"como-ciencia-explica-que-nunca-esquecemos-de-algumas-musicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/como-ciencia-explica-que-nunca-esquecemos-de-algumas-musicas\/","title":{"rendered":"Como a Ci\u00eancia explica que nunca esquecemos de algumas m\u00fasicas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/mulher-ouvindo-musica-1511535013801_v2_1920x1201.jpg\" alt=\"mulher-ouvindo-musica-1511535013801_v2_1920x1201\" width=\"1920\" height=\"1201\" class=\"alignleft size-full wp-image-5623\" srcset=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/mulher-ouvindo-musica-1511535013801_v2_1920x1201.jpg 1920w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/mulher-ouvindo-musica-1511535013801_v2_1920x1201-300x188.jpg 300w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/mulher-ouvindo-musica-1511535013801_v2_1920x1201-768x480.jpg 768w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/mulher-ouvindo-musica-1511535013801_v2_1920x1201-1024x641.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/p>\n<p>\u2028Para ter\u00a0mem\u00f3ria, o mundo criou a m\u00fasica. No in\u00edcio das civiliza\u00e7\u00f5es, os principais saberes de diferentes culturas eram passados de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da tradi\u00e7\u00e3o oral. E essa tradi\u00e7\u00e3o oral dependia da mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>&#8220;Antes que as narrativas pudessem ser escritas, elas eram recitadas ou cantadas&#8221;, diz David C. Rubin, professor de Psicologia da Universidade Duke, no livro\u00a0Memory in Oral Tradition\u00a0(Mem\u00f3ria em tradi\u00e7\u00e3o oral, em tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que textos como\u00a0A Il\u00edada, a\u00a0Odiss\u00e9ia\u00a0e outros grandes \u00e9picos antigos foram transmitidos pela primeira vez na forma de versos.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a m\u00fasica ocupou esse mesmo espa\u00e7o. As can\u00e7\u00f5es nos levam a um lugar, um momento.<\/p>\n<p>\u2028N\u00e3o sabemos ainda muito bem o porqu\u00ea, mas a m\u00fasica \u00e9 uma das poucas armas que os terapeutas t\u00eam para lidar com o avan\u00e7o do mal de Alzheimer, a forma mais comum de dem\u00eancia em idosos.\u2028\u2028Mas como a m\u00fasica tem esse efeito na mem\u00f3ria? Por que nunca esquecemos de nossas m\u00fasicas favoritas?<br \/>\n&#8220;A m\u00fasica tem a capacidade dupla de criar e recuperar mem\u00f3rias dentro do c\u00e9rebro humano&#8221;, diz a psic\u00f3loga Luc\u00eda Amoruso, pesquisadora da Universidade de Buenos Aires na Argentina, que investiga aspectos do comportamento e da m\u00fasica.<\/p>\n<p>&#8220;Quando as pessoas sofrem de dem\u00eancia senil ou Alzheimer, em muitos caso,s a m\u00fasica \u00e9 a \u00fanica chave que lhes resta para desbloquear essas mem\u00f3rias.&#8221;<\/p>\n<p>Embora existam muitas teorias, n\u00e3o existe uma definitiva sobre quando a m\u00fasica apareceu na vida do ser humano.\u2028<\/p>\n<p>De todas as hip\u00f3teses, incluindo a que indica que se pretendia imitar o &#8220;canto&#8221; dos animais, h\u00e1 uma surpreendente: a que sugere que foi a forma que as m\u00e3es encontraram para acalmar seus filhos.\u2028<\/p>\n<p>&#8220;Em tempos pr\u00e9-hist\u00f3ricos, as m\u00e3es tinham que se afastar de seus beb\u00eas em intervalos regulares para ter as m\u00e3os livres para outras atividades e usavam uma forma de falar como beb\u00eas, um &#8216;tom maternal&#8217;, para tranquiliz\u00e1-los&#8221;, explica Dean Falk, antrop\u00f3logo da Universidade da Fl\u00f3rida no livro\u00a0How Humans Achieved their Words\u00a0(Como humanos conquistaram suas palavras, em tradu\u00e7\u00e3o livre).\u2028<\/p>\n<p>A tonalidade, aquela musicalidade com que nossas m\u00e3es falam conosco especialmente quando somos beb\u00eas, abre nossos primeiros canais em nossa mem\u00f3ria.\u2028<br \/>\n&#8220;V\u00e1rias an\u00e1lises indicaram que o c\u00e9rebro dos beb\u00eas tem a capacidade de responder \u00e0 melodia muito antes que a comunica\u00e7\u00e3o possa ser estabelecida por meio de palavras&#8221;, diz Amoruso.\u2028<\/p>\n<p>&#8220;A m\u00fasica, de alguma forma, nos ajuda a criar nosso primeiro v\u00ednculo social, que \u00e9 com nossos pais. E isso ser\u00e1 replicado em nossos outros la\u00e7os sociais no futuro e, claro, com a m\u00fasica.&#8221;\u2028<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quando crescemos com essa programa\u00e7\u00e3o, toda vez que ouvimos uma melodia, um processo impressionante ocorre em nosso c\u00e9rebro: em vez de ativar uma \u00e1rea ou regi\u00e3o, v\u00e1rias s\u00e3o ativadas.\u2028<\/p>\n<p>&#8220;A primeira coisa que ocorre no c\u00e9rebro quando ouvimos m\u00fasica \u00e9 que nosso centro de prazer \u00e9 ativado e libera dopamina, que \u00e9 basicamente um neurotransmissor que nos deixa felizes&#8221;, explica Robert Zatorre, que \u00e9 m\u00fasico, psic\u00f3logo e fundador do Centro de Pesquisa do C\u00e9rebro, M\u00fasica e Som, no Canad\u00e1.\u2028<\/p>\n<p>Normalmente, as m\u00fasicas que memorizamos ficam no lobo frontal, onde est\u00e1 localizada nossa &#8220;discoteca&#8221; mental.\u2028<\/p>\n<p>&#8220;No entanto, embora pare\u00e7a que a m\u00fasica simplesmente nos d\u00e1 prazer e o guardamos na mem\u00f3ria, a verdade \u00e9 que muito mais coisas acontecem em nossas cabe\u00e7as&#8221;, diz Zatorre.\u2028\u2028O c\u00e9rebro, para come\u00e7ar, compara a melodia que est\u00e1 ouvindo com aquela gravada em sua cabe\u00e7a, o que nos permite reconhecer uma m\u00fasica simplesmente ouvindo suas primeiras notas.\u2028<br \/>\n&#8220;E outro processo que ocorre \u00e9 que o c\u00e9rebro deve separar a m\u00fasica do ru\u00eddo externo. Esse processo tamb\u00e9m \u00e9 bastante complexo, porque devemos iniciar v\u00e1rios processos cognitivos&#8221;, explica Zatorre.\u2028\u2028M\u00fasicas favoritas<br \/>\n\u2028emo\u00e7\u00f5es (que podem at\u00e9 ser tristes) e desperta sentimentos?<\/p>\n<p>Recentemente, por ocasi\u00e3o do Dia Mundial da Luta contra a Doen\u00e7a de Alzheimer, perguntamos aos leitores sobre as can\u00e7\u00f5es que pensavam que nunca iriam esquecer.<\/p>\n<p>E embora muitas delas estivessem relacionadas ao amor, a verdade \u00e9 que a maioria era determinada por um momento preciso da vida: o nascimento de um filho, a primeira viagem ao exterior, a morte de um amigo, a liberta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Na ci\u00eancia, essa correla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 explicada pela conex\u00e3o das melodias com a mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>&#8220;Existem v\u00e1rios sistemas de mem\u00f3ria: epis\u00f3dica, temporal, sem\u00e2ntica, de curto prazo, de longo prazo&#8221;, enumera Amoruso.<\/p>\n<p>Assim como uma m\u00fasica pode fazer parte de um momento espec\u00edfico, como uma viagem inesquec\u00edvel, o momento em que nos apaixonamos por algu\u00e9m, uma conquista importante, o artista que interpreta a m\u00fasica ou a letra da m\u00fasica tamb\u00e9m desempenha um papel importante.<\/p>\n<p>&#8220;Uma viagem, um momento, fazem parte da mem\u00f3ria epis\u00f3dica, mas acontece que a m\u00fasica \u00e9 interpretada por um artista que conhecemos bem, suas caracter\u00edsticas, hist\u00f3ria&#8230; A\u00ed tamb\u00e9m se ativa a mem\u00f3ria sem\u00e2ntica&#8221;, afirma o especialista.<\/p>\n<p>&#8220;Para ser armazenada em nosso c\u00e9rebro, a m\u00fasica depende de todos esses sistemas de mem\u00f3ria&#8221;, acrescenta.\u2028\u2028&#8217;Toque de novo&#8217;<br \/>\nPara Zatorre, al\u00e9m desse processo, com a m\u00fasica, tamb\u00e9m existe um fen\u00f4meno associado \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O que acontece quando gostamos muito de uma m\u00fasica? N\u00f3s a repetimos&#8221;, diz ele.<br \/>\n&#8220;E n\u00e3o apenas por um breve per\u00edodo. Por exemplo, uma m\u00fasica que nos marcou quando t\u00ednhamos 15 anos, podemos ouvi-la muitas vezes pelo resto de nossas vidas. Ela acaba gravada na nossa mem\u00f3ria de forma excepcional&#8221;, explica Zatorre.<\/p>\n<p>&#8220;Algo que n\u00e3o acontece da mesma forma com outras coisas que nos d\u00e3o prazer: comer nossa comida favorita ou visitar nosso lugar preferido&#8221;, completa.<\/p>\n<p>E a\u00ed vem outro fator: a m\u00fasica n\u00e3o s\u00f3 cria mem\u00f3rias e evoca emo\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m condiciona nosso comportamento e nossas mem\u00f3rias.<\/p>\n<p>Um dos principais estudos de Amoruso examinou como, por meio da m\u00fasica, as pessoas podem antecipar o comportamento dos outros.<\/p>\n<p>Em sua pesquisa, intitulada &#8220;O tempo do tango: experi\u00eancia e antecipa\u00e7\u00e3o contextual durante a observa\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o&#8221;, a neurologista destaca que as pessoas estudadas que ouviam tango h\u00e1 muitos anos (e tamb\u00e9m o dan\u00e7avam) podiam antecipar, em apenas milissegundos, o erros que quem nunca tinha ouvido a famosa melodia argentina ia cometer ao dan\u00e7ar pela primeira vez.<\/p>\n<p>&#8220;O que os resultados deste estudo mostram \u00e9 que as rea\u00e7\u00f5es no c\u00e9rebro que permitiram antecipar esse erro foram inteiramente devidas \u00e0 experi\u00eancia de quem ouvia e dan\u00e7ava tango h\u00e1 muitos anos&#8221;, explica.\u2028\u2028At\u00e9 o \u00faltimo suspiro<br \/>\nRecentemente, viralizou\u00a0um v\u00eddeo\u00a0de uma idosa sentada em uma cadeira, que depois que algu\u00e9m a fez ouvir a famosa pe\u00e7a de bal\u00e9\u00a0O Lago dos Cisnes, de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, parece come\u00e7ar a dan\u00e7ar.<\/p>\n<p>Em sua cadeira de rodas, com os olhos fechados, como se evocassem uma luz, realiza movimentos de bal\u00e9 com as m\u00e3os, quase como se estivesse diante de um audit\u00f3rio lotado.\u2028\u2028Mas a verdade \u00e9 que ela estava em uma casa de repouso. Seu nome era Marta Gonz\u00e1lez, e ela sofria de Alzheimer (faleceu em 2019, logo ap\u00f3s a grava\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo). Mas ela havia estudado bal\u00e9 em Cuba e n\u00e3o havia esquecido aqueles belos movimentos do Lago dos Cisnes, apesar do avan\u00e7o da doen\u00e7a. E eles foram ativados ao ouvir m\u00fasica.<\/p>\n<p>Como isso pode acontecer, se um dos locais mais afetados pelo Alzheimer \u00e9 o lobo frontal?<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 algo que ainda n\u00e3o podemos responder de forma conclusiva. O que poder\u00edamos afirmar \u00e9 que a m\u00fasica \u00e9 a chave para muitas mem\u00f3rias que ainda est\u00e3o na nossa mem\u00f3ria, apesar de sofrermos de uma doen\u00e7a degenerativa&#8221;, explica Amoruso.<\/p>\n<p>No entanto, nem qualquer m\u00fasica pode ser usada para tratar pessoas afetadas por dem\u00eancia senil ou Alzheimer.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o se pode dizer com certeza que a m\u00fasica \u00e9 a \u00faltima coisa que esquecemos. Muitos pacientes com Alzheimer n\u00e3o reagem aos tratamentos com m\u00fasica&#8221;, diz Zatorre.<br \/>\nMas o especialista aponta uma diferen\u00e7a: quando a m\u00fasica para o tratamento \u00e9 escolhida pelo paciente \u00e9 quando h\u00e1 os melhores resultados.<\/p>\n<p>&#8220;O v\u00ednculo com a m\u00fasica e a mem\u00f3ria tem um alto grau emocional. Muitos desses pacientes acessam essas mem\u00f3rias gra\u00e7as \u00e0 m\u00fasica. Na verdade, \u00e0s vezes, \u00e9 o \u00faltimo recurso para acessar essas mem\u00f3rias&#8221;, nota Amoruso.<\/p>\n<p>Para Zatorre e Amoruso, a m\u00fasica tamb\u00e9m tem sido um elemento fundamental para lidar com o confinamento. E talvez seja assim que nos lembramos de 2020 e do contexto da pandemia do coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos dos pacientes que tratei me confessaram que nem sexo, nem comida, nem bebida alco\u00f3lica ajudaram muito a lidar com o confinamento e as circunst\u00e2ncias que nos levaram a viver a pandemia&#8221;, disse Zatorre .<\/p>\n<p>&#8220;A maioria indica que a m\u00fasica tem sido sua maior aliada. Que essa tem sido uma forma de aguentar o que est\u00e1 acontecendo. E tenho certeza que muitas mem\u00f3rias foram criadas a partir dessa combina\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>A NeuroForma possu\u00ed ferramentas incr\u00edveis que v\u00e3o fortalecer sua capacidade de aten\u00e7\u00e3o ajudar na resolu\u00e7\u00e3o de problemas. A ferramenta \u00e9 disponibilizada gratuitamente por um per\u00edodo de testes e pode ser acessada do seu computador, tablet ou smartphone.<\/p>\n<p>Acesse: wwww.neuroforma.com.br<\/p>\n<p>fonte: BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2028Para ter\u00a0mem\u00f3ria, o mundo criou a m\u00fasica. No in\u00edcio das civiliza\u00e7\u00f5es, os principais saberes de diferentes culturas eram passados de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da tradi\u00e7\u00e3o oral. E essa tradi\u00e7\u00e3o oral dependia da mem\u00f3ria. &#8220;Antes que as narrativas pudessem ser escritas, elas eram recitadas ou cantadas&#8221;, diz David C. 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