{"id":3747,"date":"2016-08-09T15:17:30","date_gmt":"2016-08-09T15:17:30","guid":{"rendered":"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/?p=3747"},"modified":"2016-11-30T12:58:18","modified_gmt":"2016-11-30T12:58:18","slug":"a-pior-parte-da-esquizofrenia-nao-e-o-que-voce-pensa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/a-pior-parte-da-esquizofrenia-nao-e-o-que-voce-pensa\/","title":{"rendered":"A pior parte da esquizofrenia n\u00e3o \u00e9 o que voc\u00ea pensa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Staglin-Brando-Esquizofrenia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3748 alignnone\" src=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Staglin-Brando-Esquizofrenia.jpg\" alt=\"Staglin, Brando Esquizofrenia\" width=\"990\" height=\"660\" srcset=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Staglin-Brando-Esquizofrenia.jpg 990w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Staglin-Brando-Esquizofrenia-300x200.jpg 300w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Staglin-Brando-Esquizofrenia-500x333.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 990px) 100vw, 990px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Brandon Staglin nas vin\u00edcolas de Rutherford, Calif\u00f3rnia.<\/strong><\/p>\n<p>Brandon Staglin perdeu o contato com a realidade pela primeira vez no ver\u00e3o de 1990 ap\u00f3s entrar na faculdade. Seu primeiro relacionamento s\u00e9rio tinha acabado. De volta a sua\u00a0casa\u00a0na\u00a0Calif\u00f3rnia (EUA), ele estava lutando para encontrar um emprego tempor\u00e1rio durante o ver\u00e3o. Foi quando as vozes se tornaram imposs\u00edveis de ignorar.<\/p>\n<p>Staglin conta que n\u00e3o conseguia dormir e achava que um muro tinha ca\u00eddo dentro de sua cabe\u00e7a, deixando o lado direito oco. &#8220;Eu senti que tinha perdido metade do meu esp\u00edrito&#8221;. Ele lembra que chegou a cobrir seu olho direito com a m\u00e3o, com medo de que uma nova personalidade fosse preencher o vazio.<\/p>\n<p>O pensamento delirante, como este, muitas vezes \u00e9 acompanhado de vozes e de outras alucina\u00e7\u00f5es. \u00c9 um sintoma cl\u00e1ssico da psicose que predomina entre as pessoas com esquizofrenia.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Travis-Webster-Esquizofrenia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3749 alignnone\" src=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Travis-Webster-Esquizofrenia.jpg\" alt=\"Travis Webster Esquizofrenia\" width=\"990\" height=\"660\" srcset=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Travis-Webster-Esquizofrenia.jpg 990w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Travis-Webster-Esquizofrenia-300x200.jpg 300w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Travis-Webster-Esquizofrenia-500x333.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 990px) 100vw, 990px\" \/><\/a><br \/>\n<strong><em>Travis Webster na casa de sua m\u00e3e em La Jolla, Calif\u00f3rnia.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Travis Webster tamb\u00e9m teve seu pior momento quando ele tinha 18 anos, em 2013. Diagnosticado com transtorno esquizoafetivo, que combina a psicose com humor selvagem, ele deixou de tomar uma medica\u00e7\u00e3o. Isso levou a um conflito com seus pais,\u00a0pensando que os mesmo estavam conspirando contra ele, apesar dos esfor\u00e7os por parte dos pais em tentar\u00a0ajudar. Ele j\u00e1 havia entrado com um processo judicial para obter uma medida de restri\u00e7\u00e3o contra a sua fam\u00edlia quando dois policiais e um assistente social bateram \u00e0 sua porta no centro de San Diego (Calif\u00f3rnia).<\/p>\n<p>As coisas rapidamente sa\u00edram do controle na medida que ele resistia \u00e0s tentativas dos policiais para cont\u00ea-lo. &#8220;Eu tinha 1,95m de altura e 100kg&#8221;, lembra Webster. Ele deu um soco no rosto de um deles e foi condenado a dois meses de pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas hoje a vida ficou melhor para ambos. Atualmente, a psicose \u00e9 controlada por medica\u00e7\u00e3o e eles se tornaram defensores da sa\u00fade mental: Staglin ajuda a administrar o Instituto Uma Mente &#8211; uma organiza\u00e7\u00e3o de pesquisa criada por sua fam\u00edlia produtores de vinho na Calif\u00f3rnia &#8211; e Travis fala sobre suas experi\u00eancias em escolas locais. Silenciar as vozes e banir os del\u00edrios, no entanto, n\u00e3o significa que tudo ficou tudo perfeito. Ambos eram bons alunos, mas suas notas entraram em queda livre quando foram afetados pela psicose. E mesmo depois que os sintomas foram controlados, eles ainda tem muitas dificuldades para se concentrar nos estudos.<\/p>\n<p>Alucina\u00e7\u00f5es e del\u00edrios podem ser a face p\u00fablica da esquizofrenia, mas os sintomas cognitivos ocultos &#8211; que incluem a dificuldade em se concentrar em tarefas mentais, compreender a fala, e lembrar-se com precis\u00e3o do que aconteceu \u2013 faz com que seja muito dif\u00edcil ter uma vida produtiva e satisfat\u00f3ria.<\/p>\n<p>&#8220;Eles podem ouvir vozes e aprender a ignor\u00e1-las&#8221;, diz Cameron Carter, professor da Universidade da Calif\u00f3rnia, especialista nos aspectos cognitivos da esquizofrenia. Mas \u00e9 dif\u00edcil acompanhar conversas das pessoas se voc\u00ea literalmente n\u00e3o pode processar o que elas est\u00e3o dizendo.<\/p>\n<p>Entretanto, Staglin e Travis &#8211; juntamente com dezenas de outros volunt\u00e1rios &#8211; encontraram um al\u00edvio ao praticar jogos de computador destinados a refor\u00e7ar as suas capacidades mentais. Eles participaram de estudos conduzidos por Sophia Vinogradov (foto abaixo) e seus colegas da Universidade da Calif\u00f3rnia, em San Francisco, que realizam pesquisas na \u00e1rea de neuroplasticidade &#8211; o conceito de que o c\u00e9rebro muda em resposta \u00e0 forma como ele \u00e9 usado. Isto significa que os circuitos neurais podem ser refor\u00e7ados atrav\u00e9s de treinamento mental, assim como um atleta constr\u00f3i seus m\u00fasculos ao malhar na academia.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Sophia-Vinogradov.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3750 alignnone\" src=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Sophia-Vinogradov.png\" alt=\"Sophia Vinogradov\" width=\"590\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Sophia-Vinogradov.png 590w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Sophia-Vinogradov-300x176.png 300w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Sophia-Vinogradov-500x293.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 590px) 100vw, 590px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os jogos computadorizados foram projetados por neurocientistas da empresa Posit Science, sediada na Calif\u00f3rnia. A empresa tem como diretor-cient\u00edfico um dos pioneiros da neuroplasticidade, o m\u00e9dico PhD Michael Merzenich, tamb\u00e9m professor da Universidade da Calif\u00f3rnia.No Brasil e pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa, os jogos s\u00e3o disponibilizados pela NeuroForma Tecnologias\u00ae, empresa sediada no Rio de Janeiro, sendo traduzidos e adaptados ao portugu\u00eas sob a supervis\u00e3o do m\u00e9dico PhD Rog\u00e9rio Panizzutti, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p>Eles ajustam a sua dificuldade automaticamente para que os jogadores obtenham sucesso em apenas cerca de 80% das tarefas. Ao melhorar o seu desempenho, o jogo fica mais dif\u00edcil. Se a sua concentra\u00e7\u00e3o desliza, as tarefas podem ficar um pouco mais f\u00e1ceis at\u00e9 que voc\u00ea recupere seu ritmo. \u00c9 como ter um personal trainer na academia, mantendo-o na zona correta para construir a for\u00e7a e fitness, sem faltar ou treinar demais. E como um regime de aptid\u00e3o f\u00edsica, a melhora s\u00f3 vem com a persist\u00eancia. Os estudos de Sophia Vinogradov normalmente envolvem at\u00e9 50 horas de treinamento no espa\u00e7o de 8 a 10 semanas.<\/p>\n<p>&#8220;Se voc\u00ea n\u00e3o fizer o treinamento de forma intensiva, voc\u00ea n\u00e3o vai obter os mesmos resultados&#8221;, ressalta Vinogradov. &#8220;Voc\u00ea precisa voltar a cada tr\u00eas dias, e fazer suas repeti\u00e7\u00f5es novamente.&#8221;, completa a neurocientista. <a href=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/project\/ice-cream\/\">Confira aqui o estudo que est\u00e1 sendo feito na mesma linha de pesquisa com pacientes portadores de esquizofrenia e transtornos cognitivos leves no Instituto de Psiquiatria da UFRJ.<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Staglin-Brandon.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3752 alignnone\" src=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Staglin-Brandon.jpg\" alt=\"Staglin Brandon\" width=\"990\" height=\"660\" srcset=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Staglin-Brandon.jpg 990w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Staglin-Brandon-300x200.jpg 300w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Staglin-Brandon-500x333.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 990px) 100vw, 990px\" \/><\/a><br \/>\n<strong><em>Brandon Staglin<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Depois de seu primeiro epis\u00f3dio psic\u00f3tico, Staglin voltou \u00e0s suas aulas no Dartmouth College em New Hampshire, mas suas notas despencaram. Ele finalmente foi capaz de melhorar suas notas, mas ao custo de se isolar socialmente e dedicar quase toda a sua energia mental para os estudos. A leitura era um grande esfor\u00e7o. Sentia-se socialmente desajeitado e conta que se esfor\u00e7ava para fazer amigos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a faculdade, Staglin trabalhou para uma empresa de engenharia de sat\u00e9lites em Palo Alto, Calif\u00f3rnia, e estava pleiteando uma vaga para a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no MIT quando a press\u00e3o se tornou grande demais novamente. &#8220;Eu tive que renunciar ao meu trabalho. Eu n\u00e3o conseguia focar. N\u00e3o conseguia me concentrar &#8220;, lembra ele.<\/p>\n<p>Assim, no final dos anos 1990, Staglin participou de alguns dos primeiros experimentos de Vinogradov, que foram projetados para ajudar as pessoas com esquizofrenia a compreenderem a fala e outros sons. Entre outras tarefas, ele teve que dizer se um tom rapidamente subia ou descia como \u00e9 o caso do <a href=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/why-brainhq\/about-the-exercises\/ondas-sonoras\">exerc\u00edcio Ondas Sonoras dispon\u00edvel em nossa plataforma on-line<\/a>. Staglin diligentemente fez suas repeti\u00e7\u00f5es e viu surgirem os benef\u00edcios depois de muitos anos de luta com os sintomas cognitivos da esquizofrenia.<\/p>\n<p>Para Staglin, perceber que estava ficando melhor nessas tarefas aumentou sua confian\u00e7a. Como seu desempenho melhorou, tornou-se mais extrovertido. &#8220;N\u00e3o tenho d\u00favidas que \u00e9 por causa dos benef\u00edcios cognitivos de ser capaz de perceber e compreender conversas melhor&#8221;, disse ele.<\/p>\n<p>Apesar dos benef\u00edcios da experi\u00eancia inicial para Staglin e outros volunt\u00e1rios, demorou v\u00e1rios anos para que a pesquisa ganhasse financiamento. Em seu primeiro grande estudo, publicado em 2009, a equipe de Vinogradov convidou pessoas com esquizofrenia para visitar o seu laborat\u00f3rio e jogar uma variedade de jogos para melhorar a forma como eles entendem os sons. Al\u00e9m do exerc\u00edcio de distinguir &#8220;os tons de subida ou descida&#8221;, eles tamb\u00e9m praticaram <a href=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/why-brainhq\/about-the-exercises\/sintonia-fina\">exerc\u00edcios de distin\u00e7\u00e3o entre s\u00edlabas distorcidas contendo sons semelhante<\/a>, al\u00e9m de\u00a0exerc\u00edcios\u00a0mais complexos,<a href=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/why-brainhq\/about-the-exercises\/familiaridade\"> como lembrar detalhes de conversas &#8220;jogadas&#8221; na tela.<\/a><\/p>\n<p>Os volunt\u00e1rios que tinham treinado com esses exerc\u00edcios, posteriormente realizaram testes em que eles tinham que lembrar as palavras. Eles tiveram melhor desempenho do que um grupo de controle participante da pesquisa e que havia treinado somente em jogos de quebra-cabe\u00e7a. Eles tamb\u00e9m se sa\u00edram melhor em testes gerais de capacidade cognitiva. Surpreendentemente, os ganhos foram cerca de duas vezes maiores que aqueles tipicamente relatados em estudos de treinamento cognitivos anteriores. E os benef\u00edcios ainda podiam ser verificados seis meses depois.<\/p>\n<p>Devido a esse sucesso inicial, a neurocientista Sophia Vinogradov e seus colegas t\u00eam estudado e testado diferentes jogos de treinamento que trabalham tamb\u00e9m circuitos cerebrais respons\u00e1veis por processar informa\u00e7\u00f5es sociais &#8211; <a href=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/why-brainhq\/about-the-exercises\/cara-a-cara\">por exemplo, pedindo volunt\u00e1rios para ler as emo\u00e7\u00f5es em imagens de rostos de pessoas<\/a>. Os pesquisadores tamb\u00e9m tentaram intervir no in\u00edcio da doen\u00e7a (assim como Staglin e Travis, a maioria das pessoas que tem\u00a0esquizofrenia sofre seu primeiro epis\u00f3dio ainda\u00a0jovem)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/10835437_404770303014390_7673782764152912684_o.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2209 alignnone\" src=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/10835437_404770303014390_7673782764152912684_o.png\" alt=\"10835437_404770303014390_7673782764152912684_o\" width=\"987\" height=\"744\" srcset=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/10835437_404770303014390_7673782764152912684_o.png 987w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/10835437_404770303014390_7673782764152912684_o-300x226.png 300w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/10835437_404770303014390_7673782764152912684_o-500x377.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 987px) 100vw, 987px\" \/><\/a><\/p>\n<p>No ano passado, no Congresso Internacional de Pesquisa em Esquizofrenia, em Colorado Springs, a equipe de Vinogradov informou que o treinamento fez mais do que aumentar as habilidades cognitivas de jovens rec\u00e9m-diagnosticados: ele tamb\u00e9m pareceu reduzir a gravidade dos seus sintomas psic\u00f3ticos, medidos seis meses mais tarde.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que o treinamento cerebral pode substituir as drogas que controlam as alucina\u00e7\u00f5es e os del\u00edrios. Mas sugere que os jogos computadorizados cientificamente projetados podem ajudar a proteger o c\u00e9rebro da &#8220;fia\u00e7\u00e3o rompida\u201d, que se acredita ser a principal causa dos sintomas da esquizofrenia.<\/p>\n<p>Os pesquisadores querem transformar as melhorias cognitivas em fatores reais de mudan\u00e7a de vida, mas ainda n\u00e3o est\u00e1 comprovado\u00a0se o treinamento pode fazer uma grande diferen\u00e7a no que se trata de manter um emprego por exemplo. Vinogradov acha que isso pode exigir uma combina\u00e7\u00e3o dos jogos de computador com outros tratamentos, como a terapia ocupacional, a fim de ajudar as pessoas com esquizofrenia a gerenciar as tarefas di\u00e1rias, e tamb\u00e9m com baixas doses de drogas estimulantes, que podem melhorar o foco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Travis-Webster.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-3751 aligncenter\" src=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Travis-Webster.jpg\" alt=\"Travis Webster\" width=\"440\" height=\"293\" srcset=\"https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Travis-Webster.jpg 440w, https:\/\/neuroforma.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Travis-Webster-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 440px) 100vw, 440px\" \/><\/a><em><strong>Travis Webster<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Travis se envolveu na pesquisa de Vinogradov somente no ano passado (2015), como volunt\u00e1rio do\u00a0estudo que est\u00e1 testando se o treinamento funciona com o uso de um tablet iPad &#8211; para que os jovens com esquizofrenia possam realizar seu treino de casa ou qualquer outro lugar com conex\u00e3o \u00e0 Internet.<\/p>\n<p>Assim como Staglin, Travis tinha dificuldades com tarefas mentais e sentia-se socialmente isolado. Estes problemas foram agravados, lembra ele, por v\u00e1rias concuss\u00f5es durante o seu tempo na cadeia, quando ele foi espancado por outros internos.<\/p>\n<p>&#8220;Eu come\u00e7ava a fazer a li\u00e7\u00e3o de casa e n\u00e3o conseguia continuar&#8221;, diz Travis. &#8220;Ficava extremamente irritado nesse estado&#8221;, completa ele.<\/p>\n<p>Travis conta que vem sentindo o treinamento com os jogos computadorizados no tablet ajudar bastante. &#8220;Eu comecei a perceber que eu estava menos ansioso, inclusive quando estava em p\u00fablico&#8221;, lembra ele. &#8220;Meus pensamentos tornaram-se mais organizados&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>Jogos projetados para ajudar um usu\u00e1rio a compreender o que se\u00a0est\u00e1 vendo, aprimoram a vis\u00e3o perif\u00e9rica e tem o potencial de aumentar a consci\u00eancia durante conversa\u00e7\u00f5es. A m\u00e3e de Travis notou que ele passou a responder mais rapidamente &#8211; anteriormente suas conversas eram pontuadas por longas pausas.<\/p>\n<p>Ainda assim, Travis, muitas vezes interrompia os jogos antes do tempo porque ele achava os exerc\u00edcios chatos. &#8220;Eu deveria fazer cinco horas por semana. Eu acabava fazendo tr\u00eas&#8221;, disse ele. &#8220;Com a esquizofrenia, \u00e9 muito comum ter falta de motiva\u00e7\u00e3o&#8221;, resume.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nInterven\u00e7\u00e3o preventiva<\/strong><\/p>\n<p>A equipe da neurocientista Sophia Vinogradov agora est\u00e1 se concentrando em intervir ainda mais cedo, em jovens que ainda n\u00e3o tiveram um epis\u00f3dio psic\u00f3tico completo, mas que est\u00e3o come\u00e7ando a se comportar estranhamente ou que t\u00eam dificuldade em distinguir os sonhos da realidade. Os pesquisadores j\u00e1 demonstraram que o treinamento ajuda os jovens em alto risco de desenvolver psicose a ficarem melhores para se lembrar das palavras e das coisas, o que j\u00e1 \u00e9 um grande avan\u00e7o para n\u00e3o perderem a conex\u00e3o com a realidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas a ideia de iniciar o tratamento antes que as pessoas tenham tido um surto psic\u00f3tico completo \u00e9 controversa. A <em>S\u00edndrome de Psicose Atenuada<\/em> que se destina a descrever as pessoas em risco de desenvolver esquizofrenia, foi rejeitada como um novo diagn\u00f3stico psiqui\u00e1trico em 2012. Os cr\u00edticos argumentavam que mais de 70% dos jovens que t\u00eam pensamentos estranhos e alucina\u00e7\u00f5es menores n\u00e3o desenvolver\u00e3o a patologia. Eles se preocupavam com a possibilidade desse diagn\u00f3stico se tornar comumente aceito, o que poderia levar a uma expans\u00e3o enorme e injustificada na prescri\u00e7\u00e3o de poderosas drogas antipsic\u00f3ticas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fazer com que os jovens joguem jogos de computador n\u00e3o desperta os mesmos medos. &#8220;O treinamento cognitivo \u00e9 provavelmente benigno o suficiente&#8221;, segundo Allen Frances, da Duke University, que liderou a oposi\u00e7\u00e3o ao diagn\u00f3stico proposto em 2012. Mas ele continua preocupado com os jovens que nunca desenvolveriam a esquizofrenia, pois estes poderia ficar estigmatizados por um r\u00f3tulo &#8220;de risco&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Travis, por sua vez, conta que gostaria muito de ter tido a oportunidade de acesso precoce a todos os tipos de tratamento. Ele come\u00e7ou a ter problemas de concentra\u00e7\u00e3o a partir da idade de 14 anos, e foi dif\u00edcil para se socializar com outras crian\u00e7as principalmente a partir da\u00ed. &#8220;Eu acho que minha vida teria sido diferente&#8221;, ressalta ele, &#8220;se tivessem diagnosticado essa doen\u00e7a antes de ter um epis\u00f3dio completo&#8221;, completa.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/br.brainhq.com\">Acesse agora os jogos computadorizados em nossa plataforma on-line totalmente em portugu\u00eas!<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.buzzfeed.com\/peteraldhous\/schizophrenia-brain-workout?utm_term=.oaZ4NPvPo#.tdzX37m7e\">Fonte: BuzzFeedNews<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brandon Staglin nas vin\u00edcolas de Rutherford, Calif\u00f3rnia. Brandon Staglin perdeu o contato com a realidade pela primeira vez no ver\u00e3o de 1990 ap\u00f3s entrar na faculdade. Seu primeiro relacionamento s\u00e9rio tinha acabado. De volta a sua\u00a0casa\u00a0na\u00a0Calif\u00f3rnia (EUA), ele estava lutando para encontrar um emprego tempor\u00e1rio durante o ver\u00e3o. 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